Indústria

Fileira de produtos para a casa em trajetória de crescimento

A fileira casa representou, no ano passado, 4,3% do total das exportações nacionais. Fotografia: D.R.
A fileira casa representou, no ano passado, 4,3% do total das exportações nacionais. Fotografia: D.R.

O Brexit e as restrições comerciais dos EUA podem travar as expetativas positivas da fileira

A fileira que agrupa mobiliário, têxteis-lar, iluminação e utilidades domésticas prevê aumentar este ano a faturação em 3,8%, depois de ter ultrapassado 3,4 mil milhões de euros em 2018, segundo a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA).

Para o secretário-geral da APIMA, Gualter Morgado, ainda é prematura uma análise por só ter passado metade do ano, mas os dados dos quatro primeiros meses apontam para que se consiga uma evolução de 3,8% no volume de negócios, de 2018 para 2019.

Gualter Morgado alerta que, para as contas finais, há que ter em conta o comportamento de alguns mercados relevantes para a economia portuguesa, que enfrentam na atualidade algum impasse ou instabilidade.

“Há o caso do Reino Unido com a questão do Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia] que afeta o desenvolvimento normal das exportações, assim como outros mercados, como o americano, que têm adotado algumas medidas de restrição, também podem condicionar”, explica.

Ainda assim, realça que esta é uma fileira “com uma relevância muito grande no panorama económico nacional” e lembra que, no ano passado, o setor, com a faturação a crescer 5%, representou 4,3% do total das exportações nacionais. Nesta fase, 187 países recebem a produção nacional.

Segundo a mesma fonte, as cerca de 7.500 empresas do setor, a grande maioria PME, são responsáveis por cerca de 60 mil postos de trabalho. Segundo Gualter Morgado, a fileira está a atingir o pleno emprego. Como sublinha, “neste momento, o setor tem dificuldade em recrutar recursos humanos para engrossar as suas fileiras e continuar esta senda de crescimento”.

A APIMA está a promover o certame ‘Portugal Home Week’, que abre portas amanhã, na Alfândega do Porto, e deverá receber visitantes estrangeiros de 35 países, com a maior concentração de Espanha.

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