competitividade

Siza Vieira defende estabilidade das políticas públicas

Dez clusters, incluindo o setor da moda, assinaram protocolos para incrementar a competitividade, Fotografia: David Moir/ Reuters
Dez clusters, incluindo o setor da moda, assinaram protocolos para incrementar a competitividade, Fotografia: David Moir/ Reuters

Foram assinados 10 pactos para a competitividade e internacionalização. Os sectores que subscreveram os acordos faturam valem 60 mil milhões

As empresas precisam de estabilidade das políticas públicas para continuar a melhorar estruturalmente a economia, defendeu Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia, na Universidade de Aveiro, onde presidiu à assinatura de 10 Pactos Setoriais para a Competitividade e Internacionalização.

“Os agentes económicos precisam de previsibilidade naquilo que são as políticas públicas. Quando se estão a fazer estratégias de cooperação entre as empresas, instituições de ensino superior e instituições públicas para melhorar a formação profissional e a investigação e desenvolvimento, é importante que o Estado seja previsível, porque sem isso não é possível continuar a melhorar estruturalmente a nossa economia”, disse hoje o governante.

Os setores que subscreveram os pactos correspondem a mais de 576 mil empregos e ultrapassam os 60 mil milhões de euros em volume de negócios, segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia.

Segundo o ministro, a “economia está hoje mais robusta e mais competitiva internacionalmente e os ‘clusters’ são um bom exemplo disso”, mas a conjuntura internacional “é algo que tem altos e baixos”

“O importante é assegurar que as empresas portuguesas estão mais bem preparadas para poder aproveitar os momentos altos do ciclo económico e resistirem melhor aos momentos menos bons do ciclo económico”, acrescentou.

Siza Vieira destacou que os subscritores dos pactos são “muito vocacionados para a exportação”, representando cerca de 55% das exportações nacionais e “têm um contributo para o emprego muito grande”.

“O que viemos aqui fazer foi também assumir compromissos de mais médio prazo entre o Estado e estes setores, para os ajudar a concretizar os objetivos estratégicos que definiram, em termos de emprego, valor acrescentado, e exportações”, explicou.

Os acordos assinados dizem respeito a ‘clusters’ reconhecidos pelo IAPMEI em 2017, no âmbito do Programa Interface, e que são: AED Cluster, Plataforma Ferroviária Portuguesa, Cluster de Competitividade da Petroquímica, Química Industrial e Refinação, Cluster do Calçado e da Moda, Cluster do Mar Português, Cluster Portugal Mineral Resources, Cluster Habitat Sustentável, Smart Cities Portugal Cluster, Cluster Têxtil: Tecnologia e Moda, e TICE.PT.

Em março e abril, o Governo assinou os primeiros seis Pactos Setoriais de Competitividade e Internacionalização, que materializam um conjunto de novas iniciativas nos domínios da digitalização das indústrias (indústria 4.0), da capacitação de recursos humanos, na consolidação dos fatores de atratividade externa do país, na internacionalização e na promoção da investigação e desenvolvimento.

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