Alterações climáticas

Empresas familiares querem “vacas em paz”

Peter Villax, presidente da Associação de Empresas Familiares. Foto: D.R.
Peter Villax, presidente da Associação de Empresas Familiares. Foto: D.R.

A Associação das Empresas Familiares defende mais ação sobre o consumo humano de carbono e que se deixe "as vacas em paz".

A Associação das Empresas Familiares defende que “é injusto responsabilizar as vacas e penalizar os seus produtores” pelos problemas ambientais e alterações climáticas, reagindo assim às decisões da Universidade de Coimbra de suspender o consumo de carne de vaca nas suas cantinas.

O organismo, presidido por Peter Villax, defende “que as vacas produzem metano há milhões de anos, enquanto que o aquecimento global começou com a nossa utilização em larga escala dos combustíveis baseados sobre o carbono, a partir da Revolução Industrial”.

“Já que as vacas não passaram a produzir mais metano, mas o homem, esse sim, passou a produzir muito mais CO2, temos é de agir sobre o nosso consumo de carbono e deixar as vacas em paz”, defende Peter Villax em comunicado.

Na sua opinião, “acabar com os bovinos pode agravar o aquecimento global, pois os pastos são um importante meio de sequestro de CO2. Se acabamos com as vacas, os pastos poderão tornar-se zonas áridas”.

A associação debateu esta questão numa reunião de emergência em Évora com associados produtores de carne alentejana, tendo ficado decidido promover um debate esclarecedor em torno desta questão e encontrar soluções de redução de gases com impacto nas alterações climáticas que sejam amigas da economia

Os produtores decidiram ainda apoiar as declarações do Presidente da República, que vai continuar a comer carne – todas.

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