Alojamento local

The City Concierge: Gestora de Alojamento Local que quer saltar a fronteira

Paulo Bastos

Empresa procura entre três e cinco milhões para se expandir para Espanha, França e Reino Unido.

Se há uma coisa de que Paulo Bastos se arrepende quando criou The Lisbon Concierge, em 2014, foi de não ter previsto o quão depressa a empresa cresceria. É que depois de Lisboa veio o Porto, depois o Algarve e, hoje, com perto de 800 casas no portfólio, a gestora de alojamento local prepara-se para saltar fronteiras com a marca The City Concierge, mais adequada ao plano de diversificação geográfica.

“Até agora fomos uma empresa de capitais próprios. Mas como queremos expandir para vários países, estamos a falar com alguns investidores para fazermos uma ronda de investimento que nos permita ir para Espanha, França e, depois, para o Reino Unido”, revela Paulo Bastos ao Dinheiro Vivo. O grande objetivo é crescer para 30 países.

A empresa procura entre três e cinco milhões de euros de capital de risco para financiar a internacionalização. Para já, o empreendedor não revela à porta de quem está a bater, mas adianta que poderão ser os mesmos investidores que já fizeram rondas em algumas empresas europeias suas concorrentes, como a Guestmaker e a Airsorted, que nos últimos dois anos entraram no mercado português.

A internacionalização seguirá a mesma lógica que permitiu o rápido crescimento em Portugal: apostar em cidades secundárias. É que, apesar de terem nascido na capital, foi só quando entraram no Porto que deram o salto. A Invicta é responsável por 634 casas das 772 que gerem atualmente (em Lisboa são 108 e no Algarve 30).

“Em Portugal, o que resultou melhor para nós não foi estar na cidade principal, mas estar em cidades secundárias, onde o turismo estava prestes a expandir-se, como foi o caso do Porto. Vamos usar a mesma estratégia e, em vez de irmos para Barcelona ou Madrid, onde existe muita concorrência e o mercado já está muito saturado e com muitas restrições, procurar outras cidades que são muito interessantes do ponto de vista das suas taxas de ocupação e dos níveis de valores de reserva, e onde não existe muita concorrência.”

A primeira localização ainda não está escolhida, mas “em princípio será Sevilha”, adianta Paulo Bastos. “Neste momento ainda estamos a estudar, porque também depende do tipo de apoio que podemos obter dessas cidades. Esperamos formar já alguns acordos no princípio do próximo ano, ao nível das pessoas que queremos contratar e dos próprios espaços. Temos uma shortlist e estamos a avaliar.”

Paulo Bastos está confiante no seu modelo de negócio, assente na transparência e que, assegura, distingue The Concierge de outras empresas gestoras de alojamento local. “Os nossos clientes têm acesso a toda a informação de reservas e valores. O valor das reservas vai direto para os proprietários, e nós depois cobramos uma comissão sobre isso. Na maioria dos nossos concorrentes, o valor das reservas vai primeiro para a empresa.”

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