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Black Friday. Ciberataques aumentam 15%

A Black Friday assinala-se na última sexta-feira de novembro. Foto: Sebastião Moreira/EPA
A Black Friday assinala-se na última sexta-feira de novembro. Foto: Sebastião Moreira/EPA

Segundo a Kaspersky, as famílias de malware financeiro como a Zeus ou Betabot, têm vindo a aumentar, Há pelo menos mais duas: Anubis e Gustuff.

A Black Friday está à porta e trás uma ameaça para os consumidores online: os ciberataques. Um estudo da multinacional de cibersegurança Kaspersky revela que os ataques ao comércio eletrónico direcionados aos utilizadores aumentaram 15% em comparação com o ano passado.

Segundo a Kaspersky, ao longo dos primeiros nove meses deste ano, 15 famílias distintas de malware financeiro atacaram os utilizadores de algumas das marcas mais populares. Para além das famílias conhecidas Zeus, Betabot ou Cridex Gozi, a Kaspersky identificou duas novas: Anubis e Gustuff.

Na maioria dos casos, os hackers dirigem ataques às grandes marcas para obter as credenciais dos utilizadores: logins, palavras-passe, número dos cartões bancários, contacto de telemóvel, entre outros. Ao capturarem estes dados, conseguem modificar o conteúdo dos websites e reencaminhar os utilizadores para outras páginas de phishing.

Para a Kaspersky, é essencial que os consumidores redobrem a atenção, mas também que as plataformas de comércio online aumentem os esforços para garantir a segurança dos seus clientes.

A Black Friday é hoje o maior evento de consumo anual, com 95% dos consumidores conscientes deste dia. Mas se inicialmente as compras eram maioritariamente feitas em lojas, atualmente o e-commerce é cada vez mais uma opção.

Os números globais da Black Friday revelaram que a tendência é comprar cada vez menos em lojas físicas – no Reino Unido, por exemplo, apenas 12% dos consumidores compraram exclusivamente em estabelecimentos durante a Black Friday.

Em Portugal, existe um maior equilíbrio, com a maioria dos consumidores a optarem por fazer compras tanto online como offline (45%). Segundo a Kaspersky, em 2018, 65% dos portugueses usaram o smartphone para o efeito

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