Shopping Tourism & Economy

Turistas angolanos e brasileiros são os que mais gastam

A Avenida da Liberdade, em Lisboa, é um dos locais de eleição dos turistas para compras. Foto: D.R.
A Avenida da Liberdade, em Lisboa, é um dos locais de eleição dos turistas para compras. Foto: D.R.

O valor médio por compra dos turistas não residentes na União Europeia foi de 315 euros.

A 2.ª Summit Shopping Tourism & Economy Lisboa terá lugar na próxima semana (terça-feira), em Lisboa, num momento em que o setor do turismo registou um crescimento nos primeiros seis meses do ano, com base sobretudo no turismo de longa distância, que se refletiu nos gastos dos turistas. O evento terá lugar no Pestana Palace Hotel.

Os gastos dos turistas provenientes de fora da União Europeia aumentaram 36% nos primeiros oito meses do ano, o que representa um incremento face aos 12% registados no ano de 2018, revelam os dados da Global Blue. O valor médio por compra dos turistas não residentes na União Europeia foi de 315 euros, o que significa um crescimento de cerca de 13% relativamente ao período homólogo de 2018.

Os angolanos consolidam-se como os que mais dinheiro gastam em compras em Portugal, apesar de o valor médio por compra ser de 254 euros (praticamente idêntico ao valor do ano anterior), quase um terço do valor médio por compra gasto pelos turistas chineses (727 euros).

Os maiores aumentos no valor médio gasto por compra verificaram-se nos turistas brasileiros e norte-americanos, com subidas de 23% e 22% respetivamente, para os 275 e 646 euros.

Em 2018, estima-se que o turismo de compras tenha movimentado em Portugal entre 400 e 500 milhões de euros, valor gasto pelos turistas residentes em países fora da União Europeia.

Segundo a Global Blue, em termos globais, os turistas angolanos ocupam o primeiro lugar, com 33% das compras realizadas, mas em termos individuais, os turistas chineses são os que mais compram. De facto, os turistas chineses têm vindo a crescer, representando já 15% das compras feitas, o que significa um impacto de 7,2% nos negócios nacionais —, tendo já ultrapassado os brasileiros, cujo impacto nos negócios ronda os 6,1%.

Turismo em crescendo
“Colocar o turismo de qualidade e de compras na agenda política e económica do país, ouvindo contribuições do lado da procura (embaixadores de países emissores e alguns grandes players do sector) e da oferta (institucionais e privados), e também partilhar as melhores práticas de outros países que estão há mais tempo focados neste segmento e com grande sucesso”, é o objetivo desta iniciativa nas palavras de Miguel Júdice, presidente do comité organizador.

O turismo tem crescido mais de 10% ao ano desde 2014 e o seu peso na economia nacional passou de cerca de 4% do Produto Interno Bruto antes da crise para mais de 8% em 2018. Em 2021, deverá chegar aos 9,3%, tendo em conta a previsão do Banco de Portugal, podendo ultrapassar a fasquia dos 20 mil milhões de euros. Caso se confirme estas previsões, os gastos de turistas estrangeiros poderão triplicar entre 2009 e 2021.

Segundo o WTTC – World Travel & Tourism Council, Portugal é o país da Europa que tem registado o maior crescimento no sector do turismo, prevendo-se que esta tendência de aumento se mantenha nos próximos anos. O WTTC reconhece que, este ano, o país está a ter um forte crescimento de mercados não tradicionais, de fora da Europa.

As previsões do Turismo de Portugal são de que 2019 encerre ultrapassando a barreira dos 24 milhões de turistas – em 2018, segundo as contas do INE, recebeu um total de 22,8 milhões de turistas, o que colocou o país no 17º lugar no ranking dos países com maior número de turistas a nível mundial, de acordo com a OMT – Organização Mundial de Turismo.

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