Consumo

Águas de Monchique regressam em força ao mercado

Vítor Hugo Gonçalves, CEO da Sociedade das Águas de Monchique. Fotografia: Direitos reservados
Vítor Hugo Gonçalves, CEO da Sociedade das Águas de Monchique. Fotografia: Direitos reservados

Marca vai duplicar a produção depois de mês e meio de paragem e de um investimento de 8,5 milhões de euros

Dentro de uns 15 dias, as Águas de Monchique deverão voltar a ocupar as prateleiras da grande distribuição, com novos tamanhos e um logótipo refrescado. A grande novidade é a oferta do produto em garrafas de vidro, a pensar no mercado mais exigente da restauração e hotelaria, compatível com a ambição de uma maior notoriedade da marca.

A reposição acontece após uma paragem de cerca de mês e meio, o tempo necessário para mudar equipamentos e substituí-los por novas linhas de engarrafamento, que permitirão duplicar a quantidade produzida, de 70 milhões de litros por ano para 140 milhões.

A mudança representou um investimento de 8,5 milhões de euros e há a expectativa de ver esse montante traduzir-se numa quase duplicação do volume de negócios, dos 8,5 milhões de euros, em 2019, para 15 milhões. Sem um horizonte temporal definido, o CEO, Vítor Hugo Gonçalves, acredita que estes números farão a Águas de Monchique subir à disputa pela liderança do mercado das águas minerais em Portugal, onde, por agora, tem uma quota de 8%.

Para responder aos novos propósitos, a empresa admite fazer contratações, devendo chegar ao final do ano com perto de 60 trabalhadores, distribuídos pelo engarrafamento, logística, armazém e comercial.

Com o aumento da produção em perspetiva, Vítor Hugo Gonçalves assegura que o aquífero é “muito antigo ­– do tempo da ocupação romana da Península Ibérica” – e que “tem canais de alimentação suficientes para cumprir os objetivos”. As características da água, essas deverão manter-se inalteradas, com o título de mais alcalinas do país. “São 100% naturais e únicas”, vinca o gestor.

Para fazer chegar o produto ao consumidor, além das garrafas de vidro, a gama vendida em plástico terá novos tamanhos – de 0,33 e de 0,72, por exemplo –, mas houve igualmente cuidado com a questão ambiental, já que as embalagens vão incorporar maior percentagem de material reciclado.

O mercado da exportação, iniciado em 2014, acabou relegado para segundo plano, pela “incapacidade de resposta”, situação que Vítor Hugo Gonçalves espera ver invertida, porque o encara como “um vetor estratégico”, dando continuidade, nomeadamente, aos destinos tradicionais de Macau, China e Hong Kong, já que a Sociedade das Águas de Monchique pertencia à Função Oriente antes de ser adquirida, em 2010, pela WaterBunkers.

A Sociedade explora a concessão pública das águas de Monchique desde 1992. No verão de 2018, a empresa já tinha tido outra paragem, de 10 dias, mas por força dos danos causados pelos incêndios que assolaram a serra algarvia. Os prejuízos chegaram aos 600 mil euros.

Em março do ano passado, a WalterBunkers, com sede em Braga, foi de novo notícia, dessa vez, por ter adquirido a fábrica de chocolates Casa Grande, de Famalicão, por dois milhões de euros.

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