Energia

Novos presidentes interinos da EDP e EDP Renováveis revelados ainda hoje

O presidente do conselho de administração executivo da EDP, António Mexia, fala perante a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Eletricidade, na Assembleia da República em Lisboa, 26 fevereiro de 2019. TIAGO PETINGA/LUSA
O presidente do conselho de administração executivo da EDP, António Mexia, fala perante a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Eletricidade, na Assembleia da República em Lisboa, 26 fevereiro de 2019. TIAGO PETINGA/LUSA

Novos nomes conhecidos esta segunda feira. Stilwell é o preferido

Novos presidentes interinos da EDP e EDP Renováveis revelados ainda hoje, segunda-feira, sabe o Dinheiro Vivo. Os nomes estarão já escolhidos e serão divulgados esta segunda-feira.

O grupo aposta na celeridade de uma solução interna e interina. Miguel Stilwell de Andrade, atual administrador financeiro da EDP, é apontado, há muito, como um talento em ascensão dentro da companhia e poderá ser o eleito para substituir António Mexia como presidente do grupo EDP.

Uma solução interna que agrada à estrutura que trabalha na organização, uma vez que Stilwell é um profundo conhecedor da empresa. Aliás, a escolha do seu nome poderá antecipar o que estaria para ser decidido na próxima assembleia-geral da EDP, marcada para março.

Esta alteração prende-se com a decisão do juiz Carlos Alexandre, que aprovou a proposta do Ministério Público, validando as medidas de coação pedidas pelo órgão judicial. As medidas de coação incluem a proibição de entrada nas instalações dos edifícios da elétrica. Além disso, Mexia (EDP) e Manso Neto (EDP Renováveis) estão ainda impedidos de viajar até ao estrangeiro e serão ainda obrigados à entrega do passaporte. Está ainda em causa a proibição de contactar com outros arguidos.

Os visados estão inconformados com a decisão do juíz e não ficarão de braços caídos. Mas, mesmo que se decidam por qualquer eventual diligência judicial, os mandatos e nada há a fazer que reverta a situação no imediato.

A decisão do juiz não se fica por aqui. Carlos Alexandre decretou ainda o depósito de cauções, num total de dois milhões de euros, um milhão por cada um dos gestores, segundo confirmou o DV. A suspensão de funções dos dois gestores, a título preventivo, já tinha sido pedida pelo Ministério Público há algumas semanas. Na altura, os advogados de defesa de Mexia e Manso Neto consideraram o pedido como “ilegal”.
Com a EDP e a EDP Renováveis a representarem dois dos cinco ‘pesos-pesados’ do PSI20, as empresas perderam de 475 milhões de euros e a CMVM deliberou a suspensão da negociação das ações EDP e da EDP Renováveis, indicando que está a aguardar “a divulgação de informação relevante ao mercado”.

(Notícia atualizada às 17.32 h com nova informação)

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