Conversas grupo SIMAB

2019 acaba com mais receita e menos dívida

Gonçalo Velho, administrador do grupo Simab.

(Filipa Bernardo/ Global Imagens)
Gonçalo Velho, administrador do grupo Simab. (Filipa Bernardo/ Global Imagens)

Balanço deste ano é positivo, com investimento em Braga a quase duplicar a faturação daquele mercado. Em 2020 será a vez de Faro.

Com quatro mercados abastecedores que muito influenciam as economias das regiões de Braga, Lisboa, Évora e Faro, e cerca de 1600 empresas, a Sociedade Instaladora de Mercados Abastecedores (Simab) termina 2019 com um balanço “manifestamente positivo” e com boas perspetivas para o ano que se aproxima, considera Gonçalo Velho, administrador. Por um lado, a dívida diminuiu, por outro, Braga recebeu um investimento importante, prevendo-se agora situação idêntica mais a sul, em Faro.

“O volume de negócios tem aumentado desde que aqui chegámos, em 2016”, afirmou Gonçalo Velho. O responsável do grupo Simab recusa ficar com os louros ou dividi-los apenas com o presidente Rui Paulo Figueiredo, realçando o mérito de todos os colaboradores que ali trabalham dia após dia.

Este ano ficou muito marcado pelo investimento feito no Mercado Abastecedor da Região de Braga (MARB). O contrato com a Rangel Logistics Solutions, que criou naquele local uma plataforma para a Bosch, permitiu quase duplicar o volume de faturação e negócios, comparativamente com o período homólogo de 2018.

“Quando aqui chegámos, num período pós-troika, estava a economia a arrebitar, já conseguimos projetar – elaborámos um plano estratégico para cinco anos – a possibilidade de reduzir a dívida bancária das empresas do grupo. É o que estamos a fazer. Estou convencido de que no prazo de oito anos conseguimos limpar a conta toda”, explicou.

A dívida ronda os 45 milhões de euros, com Gonçalo Velho a salientar que a perspetiva de oito anos, no máximo nove, dependerá sempre do que for acontecendo nos mercados: “Nesse sentido, a direção financeira faz um papel diário de consulta de mercado para saber quais são as melhores condições e refinanciar a dívida.”

Já na reta final de 2019 chegaram boas notícias, com o acionista Parpública a aceitar uma operação financeira que permitiu diminuir a dívida em dois milhões de euros. Ou seja, no total, nos últimos 12 meses, o endividamento reduziu-se em seis milhões de euros.

Agora é altura de começar a olhar para o futuro. “Temos um investimento na calha, através da Parpública, que é a construção de um entreposto para uma grande empresa de logística no mercado de Faro, o grupo DPD. O investimento deverá rondar os 1,4 milhões, consoante os ajustes que tenhamos necessidade de fazer à obra durante o período da empreitada. Isso irá, naturalmente, permitir ao mercado de Faro – e essa é a minha aposta – ficar sem dívida financeira nenhuma nos próximos três anos”, realçou o responsável.

Do sul vem um bom exemplo: “Neste momento tenho o MARÉ (mercado de Évora) a libertar verbas, já se autofinancia, aliás, financia o grupo, e tenho o mercado de Faro que daqui a três anos também o vai conseguir fazer, porque vai pagar a dívida. Isto é uma posição de fé, acho que vamos no bom caminho.”
O grupo DPD, a Rangel, a Torrestir ou a Eporifrutas são exemplos de empresas que se destacam nos mercados abastecedores, com Gonçalo Velho a salientar que em todos os quatro existem bons empresários a trabalhar.

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