Direitos laborais

30 operários de antiga fábrica de automóveis esperam por indemnização

VN Automóveis

Fábrica VN Automóveis foi declarada insolvente em julho de 2015 após deslocalização das linhas de montagem de carroçarias para Vendas Novas.

A VN Automóveis, antiga fábrica que produzia as carroçarias para os veículos da Isuzu em Portugal, entrou em insolvência em julho de 2015. Só que mais de três anos depois, há perto de 30 trabalhadores desta unidade que ainda não viram nenhum cêntimo das indemnizações a que têm direito. O cenário agrava-se depois do fim do subsídio de desemprego para alguns destes operários. A situação é denunciada pelo sindicato Site Sul, em comunicado divulgado esta semana.

“No momento em que termina o subsídio de desemprego para alguns dos ex-trabalhadores da VN Automóveis de Vendas Novas, estes trabalhadores devido à sua idade, próxima da reforma, não conseguiram encontrar emprego. […] Esta empresa, que fabricava componentes para automóveis, entrou em insolvência em julho de 2015. Desde então, os seus trabalhadores aguardam pelo pagamento das indemnizações”, refere a nota do Site Sul, sindicato afeto à CGTP,

Estes trabalhadores “estão na faixa dos 55 anos”, segundo explicou Eduardo Florindo, coordenador deste sindicato, em declarações ao Dinheiro Vivo. Não foram integrados em nenhuma fábrica automóvel ou em empresas da região e só têm direito a reforma se forem sujeitos a fortes penalizações.

Este sindicato exige que a situação “se resolva rapidamente e que definitivamente todos os trabalhadores recebam os valores de indemnização a que têm direito”.

A VN Automóveis funcionou durante mais de 30 anos e chegou a contar com mais de 500 trabalhadores. Em 2013, quando a marca japonesa Isuzu decidiu deslocalizar as suas linhas de montagem de carroçarias, esta unidade fabril entrou em declínio e foi declarada insolvente em julho de 2015.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(DR)

Crédito ao consumo dispara 15% em outubro

(Paulo Spranger/Global Imagem)

Indemnizações pagas pelo Fundo de Garantia Salarial não escapam ao IRS

CP tem de entregar contrato de serviço público com o Estado até 31 de dezembro. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

CP: Adiamento de manutenção de comboios regionais vale demissão

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
30 operários de antiga fábrica de automóveis esperam por indemnização