comunicação

50% das agências de comunicação já estão a trabalhar a partir de casa

4. Um computador fixo

Metade dos associados da APECOM já decidiu ter os colaboradores a trabalhar a partir de casa. Associados dão emprego a 600 colaboradores.

Cerca de metade das agências de comunicação associadas da APECOM já têm os colaboradores a trabalhar a partir de casa, uma forma de acautelar a propagação do surto do novo coronavírus, adiantou Teresa Figueira, presidente da associação. A APECOM tem 24 associados que dão emprego a cerca de 600 colaboradores.

“Estamos a assistir a cada vez mais agências a operar em teletrabalho e algumas por tempo indeterminado”, diz a responsável. “Estimamos que cerca de 50% já esteja nessa situação”, adianta, frisando que esse número tenderá a aumentar com a evolução do surto. “Tudo vai depender da evolução da situação e das recomendações que são feitas pelo Governo e pela Direção-Geral de Saúde.”

Ao dia de hoje, pelas 11h, há 78 casos confirmados de infeção pelo Covid-19. A Direção-Geral de Saúde tem recomendado, por exemplo, que não se realizem reuniões ou encontros com elevado número de participantes

“Infelizmente, já não é um teste. Acabamos de tomar a decisão de permitir o teletrabalho a todos os colaboradores do LiftWorld a partir de hoje e por tempo indeterminado”, anunciou Salvador da Cunha, CEO da LiftWorld no LinkedIn. “Todos os nossos colaboradores têm a opção de utilizar as instalações, mas têm a opção de trabalhar a partir de casa até que exista uma melhor visibilidade sobre a evolução do coronavírus”, referiu o gestor na publicação feita na rede social.

“A decisão é obvia, correr menos riscos com o coronavírus. E estarmos totalmente preparados para isso”, disse ao Dinheiro Vivo. “Vamos manter essa opção nos próximos dias e ver a evolução da situação em Portugal”, referiu ainda.

Os clientes estão a reagir bem a esta decisão das agências de optar por soluções de teletrabalho nesta fase. “Estamos a evitar máximo reuniões presenciais, muitos clientes também estão internamente a seguir o mesmo tipo de regras e restrições”, diz Teresa Figueira.

“E o trabalho tem de continuar. O lado positivo, se podemos dizer isto, é que nos obriga a usar ferramentas online, tornando-nos todos mais capazes no uso deste tipo de ferramentas”, comenta a presidente da APECOM.

Ferramentas como Teams, Skype for Business, Hangouts são algumas que as agências e clientes têm vindo a recorrer para se manterem em contacto e manter o trabalho a fluir.

“Esta situação pode funcionar como aprendizagem para o futuro, para usarmos mais este tipo de ferramentas, com poupanças de tempo em deslocações e em reuniões”, afirma.

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