5G. Ensaios técnicos com níveis de radiação 50 vezes abaixo do recomendado pela OMS

Anacom realizou medições aos níveis de CEM em cinco localizações, nas imediações de quatro testes-piloto na faixa 3,4-3,8 GHz (3,6 GHz), e concluiu que os níveis estavam abaixo do recomendado.

A Anacom mediu os níveis de radiação dos campos eletromagnéticos (CEM) provenientes de ensaios 5G e determinou que, em termos globais, os valores estão 50 vezes abaixo dos níveis de referência recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os resultados são conhecidos no mesmo ano em que se aguarda o arranque comercial do 5G, cujo leilão para a atribuição de frequências aos operadores está ainda a decorrer.

O ano passado, entre junho e outubro, a Anacom realizou medições aos níveis de CEM provenientes de ensaios 5G, na sequência das várias autorizações que tem emitido desde 2017 para a realização de ensaios técnicos da quinta geração móvel no país, visando "avaliar o impacto do 5G, em termos de exposição da população em geral a CEM".

Das medições em cinco localizações, nas imediações de quatro testes-piloto na faixa 3,4-3,8 GHz (3,6 GHz), o regulador concluiu que os níveis estavam abaixo do recomendado.

"As redes 5G estavam a funcionar de acordo com os requisitos técnicos adequados, nomeadamente na faixa dos 3,6 GHz", tendo ainda determinado que, "em termos globais, os valores medidos estão mais de 50 vezes abaixo dos níveis de referência que são recomendados internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde", informa o regulador.

"A contribuição das redes 5G em teste na faixa dos 3,6 GHz, para os níveis da exposição total, foi muito pouco significativa quando comparada com as redes móveis que já estão hoje em dia em operação", conclui.

Em junho, no início dadas medições pela Anacom, existiam 44 estações ativas na faixa dos 3,6 GHz em Portugal. Em 15 de dezembro, existiam autorizações para ensaios técnicos 5G em 39 concelhos.

Desde o ano 2000, o regulador realizou mais de duas mil avaliações de radiações não-ionizantes e, "em 100% dos casos cumpriram-se os padrões de referência". Mais, informa, apenas em 3% dos casos os valores não estiveram abaixo de 50 vezes abaixo do nível de referência. "Estas situações têm sido cada vez menos frequentes ao longo do tempo e foram todas levadas ao conhecimento das entidades em causa".

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