Turismo

Caldeira Cabral. Renováveis são “fator diferenciador” para o turismo

Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia
Fotografia: Gonçalo Delgado/ Global Imagens
Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia Fotografia: Gonçalo Delgado/ Global Imagens

O ministro da economia sinalizou que Marrocos pode ser uma oportunidade de investimento das empresas portuguesas da área das renováveis.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, considerou hoje que a aposta que Portugal tem feito nas energias renováveis é “um fator diferenciador” para o turismo e que os projetos nesta área que estão a ser desenvolvidos com Marrocos podem ser uma boa oportunidade para as empresas portuguesas que operam na área das energias renováveis.

“Temos afirmado Portugal como um destino com uma natureza interessante. Hoje em dia os turistas estão a exigir mais e queremos aproveitar cada vez mais esse potencial. Os turistas que nos visitam estão a consumir energia renovável. Temos já hoje uma eficiência ambiental bastante interessante e estamos a trabalhar na eficiência energética não só na indústria mas também no turismo para reforçar cada vez mais esta componente de sustentabilidade ambiental que pode ser uma marca diferenciadora de outros países e também de Portugal”, afirmou o ministro, em declarações ao Dinheiro Vivo, à margem da assinatura da Declaração de Casablanca, em Marrocos.

Portugal participa num encontro, que decorre hoje em Casablanca, com mais nove países da bacia do Mediterrâneo (Debate 5+5), onde se estabeleceram as bases de trabalho para a sustentabilidade ambiental no turismo. O objetivo é procurar reduzir o impacto ambiental da atividade turística nesta região do globo mas também endereçar os desafios que as alterações climáticas trazem ao turismo, nomeadamente com a subida do nível das águas, que afeta esta região, e o aquecimento global. Em cima da mesa estão também discussões que envolvem medidas para a redução da pegada de carbono dos vários países da região, devido aos transportes, sobretudo o transporte aéreo.

O plano de ação já está a ser desenhado e será afinado nos próximos meses, num acordo que envolve Marrocos, França, Espanha, Itália, Tunísia, Líbia, Mauritânia, Argélia e Malta.

O ministro frisou, na sua intervenção, a importância da “ligação a Marrocos para as energias renováveis, importante do ponto de vista da sustentabilidade”. Em causa estão os contactos que estão a ser realizados para avançar com uma ligação elétrica entre os dois países, através de um cabo submarino para exportar energia renovável de Portugal para Marrocos – um tema que vai estar em discussão em Lisboa numa conferência marcada para 14 de julho.

Marrocos pode ser oportunidade de investimento para empresas portuguesas

Caldeira Cabral frisou a relevância das energias renováveis, lembrando ao Dinheiro Vivo que “Portugal conseguiu ter quatro dias seguidos de fornecimento de energia elétrica só com renováveis e os projetos que estamos a desenvolver com Marrocos na área da interligação são muito importantes para garantir que as energias renováveis são mais eficientes”. Assim, Portugal pode importar renováveis de Marrocos, tal como Marrocos pode fazer o mesmo de Portugal.

A colaboração, disse o ministro, pode ser uma boa oportunidade de investimento para as empresas portuguesas que operam na área das renováveis.

Questionado sobre a importância desta cooperação para Portugal, o ministro frisou que esta pode chegar até a “países mais longínquos como a China, que é um mercado em que Portugal está a trabalhar e para onde vai ter uma ligação direta ou para os países da América do Norte, em que os turistas ficam mais tempo e podem querer visitar mais do que um país. Por isso, é importante que haja uma maior colaboração e coordenação em termos de transportes, por exemplo”.

A jornalista viajou a convite do Turismo de Portugal

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