aviação

Governo já está a renegociar dívida da TAP com a banca

Foto: REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

A concretização da reversão da privatização da companhia aérea depende da reestruturação da dívida bancária que ronda os 600 milhões de euros.

A dívida da TAP está de novo a ser renegociada com a banca. Depois da negociação integrada no processo de privatização, o Executivo e o consórcio Atlantic Gateway voltam agora a sentar-se com os bancos para reestruturar a dívida bancária da companhia aérea que rondará os 630 milhões de euros.

“Encetámos os contactos com instituições financeiras e houve disponibilidade para vir à mesa negocial, o que é importante”, confirmou esta quarta-feira o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

Segundo o mesmo responsável, que reconhece o atraso no processo, as conversas exploratórias com os bancos começaram ainda no final de agosto. “Era preciso que interlocutores estivessem preparados para discutir estas matérias connosco”, disse, explicando que “talvez o facto de ser o mês de agosto não tenha ajudado, talvez as questões de administração nos bancos”, tenham contribuído para o atraso.

O processo negocial, que se deveria ter seguido à assinatura do contrato que passou para a mão do Estado, em Maio, só agora foi iniciado. Pedro Marques justifica o atraso com os tempos de mudanças na administração dos principais credores da TAP, nomeadamente a CGD, e o efeito do mês de Agosto. A reestruturação da dívida da companhia aérea é uma das condições para a conclusão do negócio.

A possibilidade de rever as condições dos empréstimos bancários terá sido, aliás, uma das razões que levaram o consórcio de Humberto Pedrosa e David Neeleman a aceitar reverter a privatização, cedendo ao Estado 50% do capital da companhia área. Em março, na assinatura do memorando de entendimento com o Executivo de António Costa, admitiu que fazia “parte do acordo que temos que ter uma reestruturação dessa dívida”, sublinhando que esta é a oportunidade para “melhorar as condições que temos hoje com os bancos”.

Pedro Marques lembra agora que para a concretização do negócio é preciso “fazer essa reestruturação [da dívida] e obter as autorizações das instituições com contratos com a TAP nesta recomposição”. Apesar das etapas que ainda estão por cumprir, onde se inclui o processo de venda de 5% aos trabalhadores e autorização da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), o ministro do Planeamento acredita que o processo poderá estar fechado até final do ano.

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