Indústria

Sonae Indústria com lucros de 3 milhões no semestre

Paulo Azevedo, CEO da Sonae Indústria. Foto:  Pedro Granadeiro / Global Imagens
Paulo Azevedo, CEO da Sonae Indústria. Foto: Pedro Granadeiro / Global Imagens

Resultados do primeiro trimestre refletem já parceria com os sul-americanos da Arauco.

A Sonae Indústria registou no primeiro semestre lucros de três milhões de euros. Um resultado líquido que reflete já a concretização da parceria com os sul-americanos da Arauco e que devido à “desconsolidação” desta operação não é comparável com a performance do período homólogo, altura em que a empresa tinha obtido lucros de 4,8 milhões de euros.

Considerando apenas as atividades detidas integralmente pela Sonae Indústria, a faturação chegou aos 121 milhões de euros, valor que traduz um aumento 3% face aos 117 milhões de euros registados nos primeiros seis meses do ano passado, escreve a empresa em comunicado enviado ao regulador.

Paulo Azevedo diz, citado em comunicado, que “todos os negócios tiveram um desempenho melhor comparativamente ao último ano, assistindo-se a uma melhoria de resultados na América do Norte, na nossa operação de Laminados em Portugal e no contributo da Sonae Arauco”. O presidente da Sonae Indústria explica que considerando a posição de 50% na Sonae Arauco, “no final de junho de 2016, o EBITDA recorrente dos últimos doze meses proporcional situou-se nos 83 milhões de euros”. No mesmo período a dívida líquida ficou nos 339 milhões de euros, traduzindo-se num rácio de alavancagem de 4,1x, comparando com um rácio de 5,1x para a Sonae Indústria, no final do primeiro trimestre, quando ainda não estava concluída a parceira Sonae Arauco.

Estes valores tem em consideração que “os resultados da Sonae Arauco até Maio são incluídos nas Operações Descontinuadas e a partir de 1 de Junho são considerados através do método de equivalência patrimonial, dado a Sonae Indústria deter uma participação de 50% na Sonae Arauco”.

A parceria com os sul-americanos no setor florestal, anunciada em Maio, tem como objetivo reforçar a posição das duas empresas no mercado europeu e sul-africano, no negócio dos painéis derivados de madeira, químicos e impregnação de papel.

Assim, o volume de vendas proporcional foi de 332 milhões de euros, tendo avançado 4,5 milhões face a igual período de 2015, e o EBITDA recorrente proporcional dos últimos 12 meses chegou aos 83 milhões.

A empresa justifica estes resultados com a melhoria das operações “da unidade industrial no Canadá face ao ano anterior”, bem como ao desempenho positivo da unidade industrial de laminados em Portugal cujo volume de vendas avançou 62% em relação a 2015. Os custos fixos mantiveram-se estáveis e o número de colaboradores foi de 486 no final de Junho deste ano.

O EBITDA recorrente foi de 19 milhões de euros, com um crescimento de 29% face aos primeiros seis meses do ano passado, e a margem melhorou para 15,6%, 3,1 pontos percentuais acima do período homólogo. Os resultados operacionais atingiram 14 milhões de euros, duplicando os 7 milhões obtidos no mesmo período de 2015. A dívida líquida atingiu os 222 milhões de euros no final de Junho.

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