aviação

TAP lança nova rota para o Canadá já em 2017

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Companhia aérea lança 11 novas rotas no ano que vem. Canadá já estava na agenda mais ainda sem data para avançar

A TAP deve avançar com uma nova rota para o Canadá já no ano que vem. Esta intenção já tinha sido manifestada em abril por Trey Urbahn, chief commercial officer da companhia, num festival aéreo em Hamburgo, mas ainda não tinha data para avançar. Agora, fontes do mercado sinalizam ao Dinheiro Vivo que o Canadá deverá mesmo ser uma das 11 ligações que a companhia aérea se prepara para abrir no próximo verão IATA.

No calendário que se inicia em março, a companhia aérea prevê aumentos de frequências e a criação de onze novas rotas: sete são na Europa, três em África e uma na América do Norte, anunciou, esta semana, Fernando Pinto, CEO da companhia, numa apresentação aos trabalhadores da empresa.

Por motivos de “concorrência”, o gestor não levantou o véu sobre as novas ligações, mas no setor antecipa-se a abertura para o Canadá, destino com forte peso na emigração portuguesa, e há muito na agenda de Fernando Pinto. Numa primeira fase é antecipado pelo setor que a transportadora aérea avance para Montreal, alargando a operação, numa etapa posterior, também a Toronto.

A confirmar-se a entrada no mercado do Canadá já no verão IATA, regista-se um arranque antes mesmo da chegada dos novos aviões Airbus A330 neo, que estão previstos para o final do próximo ano e que, segundo Trey Urbahn dizia em abril, seriam a chave para uma extensão da rede TAP para o Canadá.

Ainda assim, na apresentação aos trabalhadores, que o Dinheiro Vivo acompanhou em streaming, o presidente executivo da TAP lembrou que o crescimento da companhia aérea não está unicamente relacionado com a entrada de novos aviões para a frota da empresa, acentuando o contributo da renovação dos interiores dos equipamentos atuais da empresa, que envolve um investimento de 70 milhões de euros.

Para o próximo ano, a TAP tem também em curso um plano de melhor aproveitamento dos aviões – numa altura em que arranca o programa de tarifas diferenciadas que vai concorrer diretamente com as empresas de baixo custo. Será esta melhoria do load factor (taxa de ocupação média), a par da abertura e reforço de rotas, que deverá permitir o transporte de mais um milhão de passageiros em 2017.

Este registo acontece depois de um 2016 difícil para a companhia, que enfrentou uma ligeira redução no número de pessoas transportadas para destinos internacionais na primeira metade do ano, depois da reestruturação da oferta com a suspensão de nove rotas pouco eficientes; e de uma travagem a fundo nas economias brasileira e angolana. A queda só não foi global por causa dos resultados da ponte-aérea que começou a ligar Lisboa ao Porto em março deste ano.

Seja como for, a expectativa de Fernando Pinto é que 2016 termine com lucros, depois de um prejuízo de 28,2 milhões no primeiro semestre – menos 74,2% do que em igual período do ano passado -, muito à boleia da poupança gerada com a queda do preço do petróleo. E que em 2017 a operação da empresa volte a despontar com os novos destinos próprios e realizados pelos parceiros.

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