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Unilever vende marca Flora e compra ações próprias

Unilever comercializa em Portugal marcas como Dove, Lipton e Axe. Fotografia: Lex Van Lieshout/EPA
Unilever comercializa em Portugal marcas como Dove, Lipton e Axe. Fotografia: Lex Van Lieshout/EPA

O novo plano estratégico da empresa inclui também uma melhoria da remuneração acionista, com os dividendos a aumentar 12%.

A gigante de bens de consumo anglo-holandesa Unilever, que detém marcas como a Dove, Magnum e Hellmann’s, entre outras, apresentou hoje o seu plano de restruturação que inclui a venda da unidade de cremes de barrar, que inclui marcas como a Flora, a compra de ações próprias no valor de 5 mil milhões de euros e ainda uma redução de custos operacionais para aumentar as margens de lucro, adianta o Financial Times.

De acordo com a Bloomberg, está também em análise a revisão da dupla nacionalidade da empresa, que tem sedes em Roterdão e Londres.

Estas medidas de proteção do negócio surgem depois de a Unilever ter recusado há cerca de dois meses uma oferta de compra no valor de 143 mil milhões de dólares por parte da multinacional Kraft Heinz. O novo plano estratégico inclui também uma melhoria da remuneração acionista, com os dividendos a aumentar 12%.

O objetivo é agradar aos investidores e garantir o seu apoio no futuro. Desde a oferta de compra que a Unilever tem estado sob grande pressão para aumentar rentabilidade e acelerar o ritmo de crescimento.

“Todos na empresa, do conselho de administração às lojas, saíram deste processo [de tentativa de compra por parte da Kraft Heinz] altamente energizados”, disse o CEO da Unilever, Paul Polman, citado pela Bloomberg. De acordo com os analistas, as medidas anunciadas agora pelo responsável servem para proteger a independência da empresa, depois de terem sido apanhados desprevenidos pela tentativa de takeover por parte da concorrência.

Para aumentar substancialmente as margens de lucro, a Unilever anunciou que vai acelerar o processo de redução de custos que já está em curso na empresa no âmbito de um programa com um horizonte temporal de três anos. O objetivo de poupança de custos foi elevado de 4 para 6 mil milhões de euros. A empresa disse que espera custos de 3,5 mil milhões de euros entre 2017 e 2019, tendo em conta as novas medidas de eficiência.

Outros objetivos passam por aumentar as margens da operação em 20% até 2020, face aos atuais 16,4%. “Estamos a transformar uma crise numa oportunidade”, disse o CEO, Paul Polman.

Ao mesmo tempo que indicou a vontade de vender o negócio de cremes de barrar (avaliado entre 6 e 7,5 mil milhões de euros), no qual está incluída a marca Flora, a Unilever também indicou que poderá estar interessada em adquirir a unidade alimentar da Reckitt Beckinser, que está neste momento a reavaliar o seu plano estratégico. A empresa fundirá igualmente as operações de bens alimentares e bebidas numa única unidade situada na Holanda. Soma-se ainda uma redução do número de anúncios publicitários em 30%, sem especificar mais cortes no orçamento de marketing.

 

 

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