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Oito tendências digitais que vão mudar as pessoas e as empresas

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Oito tendências digitais que vão mudar as pessoas e as empresas

Comunicação com vídeos ao vivo e sem edição, realidade mista, carros autonómos, casas sem limites e emoção na IA são pilares da era digital

O estudo Fjord Trends 2017, sobre as tendências de futuro que vão marcar as nossas vidas e os negócios em 2017, e que há 10 anos é lançado pela empresa de design e inovação Fjord, pertencente ao universo Accenture Digital, foi apresentado esta semana em Lisboa pelo diretor Hector Ibarra. Uma iniciativa da Accenture Digital e do Dinheiro Vivo. As oito tendências foram identificadas em conjunto, por todas as equipas da Fjord, dispersas por 22 estúdios em cinco continentes.

Um dos cenários mais reveladores da era em que vivemos indica que o consumidor de conteúdos quer histórias em vídeo e em tempo real, conteúdos curtos e que nem precisam de edição. Os painéis outdoor chamativos, o marketing direto intrusivo e os anúncios publicitários repetitivos na televisão fazem parte do passado. Nas plataformas online a mensagem é substituída pelo chat.

Outro dos grandes temas é a autenticidade que as marcas devem assegurar se querem conquistar a confiança das pessoas. A palavra-chave em 2016 foi pós-verdade, refletindo a sobrecarga de informações que todos carregamos nas costas. Hoje os factos simples já não são suficientes para comunicar e convencer indivíduos e organizações. As marcas têm de mudar a forma como comunicam para construir a confiança. Como? Com autenticidade e aposta em relacionamentos orientados para as emoções.

O autor das histórias mudou. Depois do storytelling, o que se segue? Está na hora das marcas darem espaço aos consumidores para que contem as suas próprias histórias. Quando a narrativa convencional da marca morre, o sucesso passa a estar numa abordagem de design centrada no ser humano, a melhor forma para criar conteúdo convincente.

Realidade combinada. A Realidade Aumentada e a Realidade Virtual eram as principais tendências em 2016. Foi o ano do Pokémon GO, um fenómeno que trouxe a Realidade Mista para o mercado de massas. Agora as organizações irão combinar todos os tipos de realidade para criar experiências de realidade combinada.

Carros autónomos. O foco atual está no automóvel que se conduz sozinho ou veículo autónomo. As empresas devem começar a explorar uma nova geração de serviços móveis. É que, segundo o estudo Fjord Trends 2017, os automóveis serão como um telemóvel conectado, num ambiente em que as coisas acontecem através de múltiplos dispositivos. No futuro iremos integrar as experiências, entre o carro e a casa.

Casas sem limites. Com o lançamento do Google Home e Amazon Echo, a conectividade com objetos domésticos tornou-se evidente. O desafio em 2017 é ir além dos equipamentos. Os proprietários querem tecnologia que lhes simplifique a vida. Imagine que vai de viagem. E que a sua casa lhe presta um serviço, conseguindo fazer dinheiro através do Airbnb. Consegue organizar tudo, do arrendamento à limpeza e compras, para que nada falte no frigorífico, quando os hóspedes chegarem. Uma realidade mais próxima do que julga.

Do produto ao serviço. Revolucionária é a ideia de ver serviços onde há produtos. A Uber, por exemplo, é um ecossistema de serviços. As marcas devem transitar de um pensamento linear para uma visão circular, em que os produtos passam a ser serviços, evitando o desperdício.

Emoção artificial. A inteligência emocional é um diferenciador crítico de Inteligência Artificial. “Como humanizar os chatbots?”, perguntou o diretor do Grupo Fjord. As organizações que queiram desenvolver a próxima onda do chat emocional devem compreender a linguagem humana e incorporar isso nos seus serviços.

Reformular para inovar. As organizações terão de se adaptar para inspirarem o pensamento criativo. A tecnologia digital transformou a forma como os produtos e serviços são criados, distribuídos e consumidos. Em 2013, a Cisco, por exemplo, criou o Cisco Entrepreneurs in Residence. Desde então, ajudou a desenvolver mais de 27 pequenas empresas.

As consequências imprevistas. Por fim, a tendência preferida de Hector Ibarra, que são as consequências imprevistas. As organizações têm de dar atenção aos efeitos colaterais das suas escolhas. Um exemplo é o impacto no mercado de arrendamento da plataforma Airbnb. Este é também o tempo de criar um código de ética digital.

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