Gestão e RH

Montepio cria programa para atrair talento jovem

Catarina Horta, diretora de RH do Montepio

Mais de 1.500 jovens candidataram-se aos estágios da Caixa Económica. Foram escolhidos 45, que podem vir a ser contratados ao fim de um ano.

É já esta segunda-feira, dia 18, que 45 jovens vão iniciar funções na Caixa Económica Montepio Geral, ao abrigo de um programa de estágios que pretende integrá-los nos quadros até ao final de um ano.

Numa instituição onde 95% dos trabalhadores tem mais de 30 anos, o Montepio empenha-se assim em recrutar e introduzir sangue fresco na equipa, também com o intuito de se preparar para os desafios do futuro.

“Nós temos um número de pessoas abaixo dos 30 anos muito reduzido. Achámos que tínhamos de ter maior equilíbrio na demografia do banco”, explica ao Dinheiro Vivo a diretora de Recursos Humanos, Catarina Horta.

Depois de um processo de recrutamento que recolheu mais de 1.500 candidaturas, foram apurados os 45 finalistas que vão integrar as diferentes áreas do banco, como o marketing, assessoria jurídica, finanças, contabilidade e sistemas de informação.

No entanto, os estagiários vão ser preparados não só para a área em que ficaram colocados, como também para outros setores do banco. “Sabemos que é interessante para o trainee conhecer outras áreas. Por isso, desenvolvemos um projeto – dentro do próprio programa – chamado Inovation Time Off. Uma vez por semana, grupos de trainees vão ter um problema de outra área do banco para resolver”, diz Catarina Horta.


Aproveite também para ler O que era feito do amarelo? Montepio responde com campanha de O Escritório


 

O intuito do programa é ter a maior taxa de empregabilidade possível. No entanto, como explica a responsável, tudo vai funcionar “como um namoro prolongado”, ou seja, “pedimos em namoro os 45 estagiários que achamos que podem casar connosco. Às vezes corre bem, outras vezes corre mal”.

Seria natural achar que a esmagadora maioria dos candidatos tivesse formação em áreas associadas à banca, mas não é o caso. Neste programa estão trainees que cursaram arquitetura, produção alimentar ou até ciências do mar. Não se trata de falta de opções, faz parte do plano.

“Queríamos pessoas que não tivessem medo de falar com os chefes ou ao par e dar a sua opinião. Faz parte do nosso plano de inovação da marca e por isso não olhámos tanto para a licenciatura. Mais importante do que a formação são as características comportamentais ”, afirma Catarina Horta.

À semelhança da formação, também a geografia foi um critério deixado de parte. Há trainees que virão – por opção própria – de Braga para Lisboa ou até de Coimbra para Faro, como é o caso de Pedro Carvalho, que vai integrar a direção comercial do Sul e Ilhas.

Depois de um estágio de verão no BPI, o jovem diz ter percebido “a importância do sistema bancário na vida da economia e dos portugueses”, razão pela qual se quis manter no setor.

Aos 25 anos, Pedro diz ter ficado entusiasmado “pelo facto de cada trainee, apesar de ser alocado à sua área de especialização, poder ao mesmo tempo conhecer outras áreas de trabalho e projetos do banco”.

À conversa com o Dinheiro Vivo, o jovem estagiário diz querer ajudar a “encontrar um novo futuro para o banco” e que, caso haja uma proposta para ficar na instituição após o programa, “dificilmente a irá recusar”.

“A banca passa por um momento de transformação interessante: Procur modernizar-se e rejuvenescer. É com gosto que quero participar nisso tudo”, remata.

A carregar player...
Montepio cria programa para atrair talento jovem

 

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
António Ramalho (Novo Banco), Luís Pereira Coutinho (Banco Postal), Nuno Amado (BCP) e António Vieira Monteiro (Santander Totta). Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

Transferências bancárias imediatas sim, mas com custos

Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens

Lesados do Banif pedem indemnização de 100 milhões a Portugal e a Bruxelas

As associações representativas dos taxistas marcaram para esta quarta-feira uma manifestação nacional contra a promulgação pelo Presidente da República do diploma que regula as plataformas electrónicas de transporte como a Uber, Cabify, Taxify e Chaffeur Privé. Manifestação de Lisboa.
Táxis junto à rotunda do Marquês de Pombal 
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Plataformas de transportes ganham pouco com concentração dos taxistas

Outros conteúdos GMG
Montepio cria programa para atrair talento jovem