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A chegar aos 40 clubes Sonae Fitness quer incentivo ao exercício físico

Bernardo Novo, CEO da SC Fitness, quer consolidar a posição de liderança da empresa. Fotografia: André Rolo/Global Imagens
Bernardo Novo, CEO da SC Fitness, quer consolidar a posição de liderança da empresa. Fotografia: André Rolo/Global Imagens

Setor defende benefícios fiscais para profissionais e praticantes de exercício físico de forma a promover a prática de uma vida saudável

A SC Fitness, holding da Sonae Capital, fixou o objetivo de fechar o ano com 40 clubes em operação, agora que concluiu a aquisição dos quatro ginásios Urban Fit e se prepara para os integrar na marca própria Pump. A empresa, que se afirma líder de mercado em volume de negócios, vai centrar a sua expansão na cadeia Pump nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Atualmente, explora 20 ginásios Solinca, 14 Pump e um clube One.

Segundo Bernardo Novo, CEO da empresa, a estratégia é “continuar a crescer, através de novas aberturas ou aquisições” e explorar um modelo assente “em multissegmentos e multimarcas”. A SC Fitness atua no segmento premium low-cost com a rede Pump, com qualidade e a preços competitivos com a cadeia Solinca e no premium com a One. Em equação, está a entrada no mercado low-cost. “Em Portugal, não existe verdadeiramente esse segmento, de dez euros por mês, e é inevitável que cá chegue e, quando isso acontecer, estaremos prontos para reagir”, frisou o gestor. A empresa quer também expandir a rede One.

A estratégia tem estado assente no reforço do negócio através de aquisições. Em pouco mais de um ano, comprou os ginásios Pump, o One e agora os Urban Fit. O crescimento por esta via justifica-se por ser um processo mais célere. “O objetivo era trazer a marca Pump para o Porto e a análise de mercado que fizemos demonstrou que a compra dos ginásios Urban Fit [instalados no Porto, Maia, Gaia e Ermesinde] era a forma mais rápida”, adianta Bernardo Novo. Na sua opinião, “as aquisições têm que ver com a adequação da oferta à procura, não faz sentido injetar metros quadrados atrás de metros quadrados que a prazo podem destruir valor”.

Bernardo Novo sublinha que a atual preocupação da empresa “é ser líder em Portugal de forma consistente”, mas está “muito atenta ao mercado internacional”. “Fazemos análises periódicas para perceber as macrotendências e como nos posicionamos nesses mercados, mas ainda não é o momento”, diz.
Benefícios fiscais
Para Bernardo Novo, o mercado português continua a registar baixos índices de penetração do fitness, quando comparado com outros países europeus. E realça que é “uma evidência científica que a atividade física é benéfica e tem efeitos preventivos ao nível da saúde”. Um aumento no número de praticantes “ajudaria a que médio prazo o Serviço Nacional de Saúde não estivesse tão pressionado como está hoje”, diz.

Tanto a SC Fitness como a Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal defendem a introdução de benefícios fiscais para incrementar a prática de exercício físico no país. Bernardo Novo elenca três áreas em que o Estado poderia intervir: ao nível dos profissionais de desporto, que não beneficiam de isenção de IVA, ao contrário de outros paramédicos; os praticantes que deveriam poder deduzir as despesas dos ginásios no IRS; e um benefício ao nível do IRC para as empresas que realizem investimentos no setor. Mas, frisa, “o negócio da SC Fitness não está dependente da estratégia política”. A empresa registou, no ano passado, vendas de 36,1 milhões de euros e investiu 12,6 milhões.

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