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À Ferrero apetece-lhe algo: um anúncio português

Ferrero

O grupo italiano Ferrero está a preparar uma surpresa: o Ambrósio terá a sua reforma e será criada uma campanha exclusiva para o mercado nacional.

Há 25 anos que a expressão “Ambrósio, apetecia-me tomar algo” faz parte das conversas dos portugueses, seguida invariavelmente de “Tomei a liberdade de pensar nisso, senhora”. Portugal é hoje o único país do mundo onde o anúncio ainda se mantém, mas 2018 poderá ser o ano em que o famoso mordomo Ambrósio estaciona de vez a limusina e entra na merecida reforma. Quem o garante é Federico Bortot, diretor da Ferrero Portugal, em exclusivo ao Dinheiro Vivo: “Estamos a ouvir a opinião dos consumidores. Talvez já no próximo Natal possa estrear uma nova publicidade ao Ferrero Rocher. Pode ser a grande surpresa do ano.”

O anúncio televisivo protagonizado pelo mordomo Ambrósio e a “senhora de amarelo” faz parte dos 72 anos de história da Ferrero: uma campanha publicitária criada para o mercado italiano que conquistou também os portugueses. “O Ambrósio é uma instituição. Lá fora já se reformou há 15 anos e só se mantém mesmo em Portugal”, diz Bortot, um fã confesso da personagem. E revela: “Se mudarmos a publicidade ao Ferrero Rocher em 2018, vamos fazer algo exclusivo e feito à medida para Portugal. Será a primeira vez que fazemos um anúncio 100% nacional.”

Quanto ao investimento da marca em publicidade, o diretor, que assumiu funções há 17 meses, não revela valores mas diz que “é um orçamento grande”. “Somos o maior investidor em publicidade no setor do chocolate” em Portugal, onde a Ferrero marca presença há quase 30 anos e tem uma quota de mercado de 25,4%, assentes em vendas de 4500 toneladas de produtos e uma faturação de 52 milhões de euros. Para este ano está também na calha o lançamento de “mais de dez novos produtos” Ferrero, depois do recente regresso dos bombons Raffaello. “A partir de setembro haverá algumas novidades”, promete Federico Bortot.

Durante muitos anos, Portugal foi o país do mundo com o maior consumo per capita de Ferrero Rocher, tendo caído agora na tabela, muito por causa da entrada da marca em mercados como a China. Ainda assim, garante, “Portugal é importante para o grupo. A empresa está em 170 países e somos líderes em cerca de 50 mercados. Portugal é um deles”.

A estratégia para o mercado português (onde competem com Nestlé, Mondelez e Mars) passa por combater a sazonabilidade, além das épocas fortes do Natal e da Páscoa e “alargar o leque de produtos”. Em 12 meses venderam-se por cá oito milhões de ovos de chocolate Kinder Surpresa. “Os portugueses são gulosos, mas também são muito influenciados por promoções e os nossos rivais jogam com isso. O Ferrero Rocher pode custar um bocadinho mais, mas é um luxo acessível”, diz Bortot.

Terceiro maior grupo chocolateiro do mundo, com uma faturação acima de dez mil milhões de euros, a Ferrero quer conquistar grandes mercados extraeuropeus, como Índia e EUA, além da China. Roberto Torri, diretor de Relações Institucionais da Ferrero Ibérica, sublinha que “[Portugal] é um mercado pequeno, ainda que interessante para nós, onde temos vontade de continuar a investir”. Até porque, em comparação entre os dois países ibéricos, é mais alto o consumo de Ferrero Rocher em Portugal do que em Espanha. “Aqui somos os reis do Natal”, remata. Falta saber quem, depois do Ambrósio, vai servir os bombons no mês de dezembro.

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