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A parceira da Farfetch nos pagamentos tem novo serviço

Lisboa, 04/10/2018 - Pedro Pinto, responsável pela Mypos.
( Natacha Cardoso/Global Imagens )
Lisboa, 04/10/2018 - Pedro Pinto, responsável pela Mypos. ( Natacha Cardoso/Global Imagens )

Com terminais POS smart, a myPOS ajuda comerciantes a receber dos clientes de forma rápida e económica.

É uma fintech rival da SIBS nas soluções de pagamentos e foi a escolhida pela Farfetch para a sua plataforma de venda de artigos de moda. Depois de anunciar uma parceria com a Antral – Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros para entrar nos táxis, a myPOS vai agora disponibilizar uma solução única de pagamento com faturação. Criada em 2014, a myPOS obteve uma licença para operar como instituição de moeda eletrónica pelo regulador britânico e está a expandir por toda a Europa. Os seus terminais POS são smart e as suas soluções podem ser usadas por lojas físicas ou online. Pedro Pinto, co-partner da empresa em Portugal, explica a estratégia para o mercado português.

Há comerciantes que deixaram de aceitar pagamentos com cartões devido aos custos. A myPOS consegue angariar este tipo de clientes?

A questão das taxas e comissões coloca-se não só em Portugal mas em todo o lado. O que nós pretendemos trazer é a democratização dos meios de pagamento. O mercado europeu é composto por 22 milhões de pequenos comerciantes e é a esse mercado que nós nos dirigimos. O nosso objetivo é conseguir chegar ao pequeno comércio que não tem voz ativa, que não tem capacidade negocial e que necessita de soluções ajustadas à sua atividade. A myPOS permite que tenham os recebimentos com diversas ferramentas, não só com a tradicional forma de receber com o cartão no equipamento, mas formas alternativas.

Que tipo de ferramentas?

Temos o Payment Request, que pode ser enviado por SMS, chat ou e-mail. O comerciante envia um link ao seu cliente para efetuar o recebimento do serviço ou do bem. Imagine que tem um estabelecimento de restauração que faz entrega ao domicílio. Essa entrega pode ser previamente paga com o envio de um pedido de pagamento. Dá garantia que quando alguém se deslocar para fazer a entrega não vai em vão. O comerciante envia o pedido pelo terminal ou pela solução online e o cliente vai receber no seu telemóvel o link, insere os dados do seu cartão de débito ou de crédito e o pagamento é efetuado. A diferença em relação às soluções que existem no mercado é que, no caso da myPOS, como é uma entidade que opera com uma licença de emoney, o dinheiro fica imediatamente disponível. Permite ao comerciante saber que, não só o pagamento já entrou como os fundos já estão disponíveis. A disponibilidade de fundos é uma das maiores necessidades do pequeno comércio.

Mas em Portugal a questão das taxas tem sido um tema muito levantado pelos comerciantes. Como é que a vossa empresa se posiciona nesta matéria?

É comum vermos em estabelecimentos que o valor mínimo para pagamento no terminal são cinco euros, porque abaixo desse valor o montante que seria cobrado ao comerciante seria extremamente elevado. No nosso caso, não se coloca, porque, independentemente do valor, há sempre uma percentagem afeta ao valor da transação. Significa que, se a percentagem que está negociada for utilizada para uma transação de um euro, dez euros ou mil euros, é sempre aplicada a mesma regra. O comerciante tem a ideia exata do valor da comissão que irá pagar. E cada transação, após ser efetuada, fica disponível para ser visualizada com o custo da mesma no equipamento móvel. É transparente.

Mas é mais vantajoso para o comerciante a vossa solução? Pagam menos?

Nós acreditamos que sim e trabalhamos para trazer soluções ao pequeno comércio. É extremamente competitivo, com uma vantagem adicional: o princípio da myPOS é do utilizador pagador. Se não utilizar não paga. Não tem qualquer custo adicional de gestão de conta, de mensalidade do equipamento, de comissão de cartão de crédito. Não há qualquer outro custo, além do da transação, que está perfeitamente identificado de forma transparente para o comerciante, de forma individual, em cada transação que for realizada.

Para estes comerciantes que deixaram de aceitar multibanco, o vosso serviço é uma possibilidade, uma alternativa?

É uma possibilidade e é o foco do nosso negócio.

Qual o balanço que faz da atividade em Portugal?

O projeto é embrionário em Portugal. Nós queremos massificar a solução. Iniciámos a operação comercial em setembro de 2017 e o balanço é extremamente positivo. Estamos neste momento com uma campanha nos media.

A parceria com a Altran faz parte da estratégia para crescerem?

E já fizemos uma nova parceria igualmente importante, com o grupo PIE, que está ligado à restauração com o software Winrest. Temos uma solução única que permite ao comerciante ter num único equipamento o pagamento e a faturação.

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