Web Summit 2019

À procura de emprego na Web Summit? Saiba como dar nas vistas

É o grande desafio da Web Summit: como destacar-se no meio de 70 mil pessoas? (Montagem de Mónica Monteiro)
É o grande desafio da Web Summit: como destacar-se no meio de 70 mil pessoas? (Montagem de Mónica Monteiro)

No meio de 70 mil participantes, encontrar um novo rumo para a carreira é um verdadeiro desafio. Ouvimos a perspetiva de agências, startups e empresas

A Web Summit não é só a cimeira para as startups e as empresas procurarem investimento. Para os participantes, pode ser o momento certo para encontrar uma nova oportunidade. Só que nos quatro dias deste encontro da tecnologia há 70 mil participantes a circular pelos quatro pavilhões (mais um a partir deste ano) da FIL. No meio de tanta gente, como é que alguém pode destacar-se?

O Dinheiro Vivo falou com agências de recrutamento, startups e empresas que vão estar na Web Summit durante a próxima semana para ajudar a responder a esta pergunta.

Preparação

Como uma startup antes do evento deve preparar os alvos para começar a falar sobre investimento, um potencial candidato também tem de chegar à Web Summit com um plano bastante detalhado.

“Antes de o evento começar, é importante que dedique tempo a definir com muita clareza o que exatamente deseja alcançar e que empresas presentes pretende contactar, envolvendo-as com antecedência”, assinala a Kelly Services.

Cada candidato “conseguirá ganhar vantagem se demonstrar previamente que está realmente interessado no que fazem, conectando—se, por exemplo, através do LinkedIn, mencionando essas empresas nas suas publicações num blog ou partilhando histórias e perspetivas pessoais que permitam que se destaque”, acrescenta esta agência de recrutamento.

O conhecimento do mercado também é meio caminho andado para dar nas vistas: “um candidato deve saber tudo a indústria, modelos de negócio, fundadores, recursos humanos e contextos”, aconselha João Figueirinhas Costa, presidente executivo da plataforma de recrutamento Humaniaks.

Currículo ainda vale a pena?

Depois de definir a estratégia, chegou a hora de entrar em ação, dentro da FIL. Lá dentro, apresentar um currículo ainda pode valer alguma coisa? As respostas diferem entre empresas e plataformas de recrutamento.

“Mais do que um pitch elaborado ou um CV criativo, valorizam-se competências. Destacam-se as pessoas que queiram ser desafiadas, que acreditem na nossa visão e que se comprometam com a nossa missão”, assinala a HUUB, startup que conta com uma plataforma logística para a indústria da moda.

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A plataforma de recrutamento Landing.Jobs, pelo contrário, continua a acreditar no poder do CV, “a única chance de causar uma boa primeira impressão e determinar se a pessoa é convidada para uma entrevista”. Mesmo que os recrutadores só passem “entre 6 e 10 segundos a olhar para cada currículo”.

Este CV, acrescenta a Landing.Jobs, “nunca deve ter mais do que duas páginas, com template personalizado às cores da empresa, competências adequadas àquilo que é procurado” e mais focado “em resultados do que em clichês”. Este currículo deve ainda andar sempre com o candidato no telemóvel, que deve ter ferramentas que “permitam personalizar e entregar rapidamente” o documento.

Que competências?

Ter apenas conhecimentos técnicos não vai chegar para uma empresa contratar alguém. Quem está à procura de novas oportunidades tem de estar equipado com ferramentas sociais.

“Ser flexível e resiliente perante uma área em constante mudança, ter autonomia para decidir e liderar e a capacidade de comunicar eficazmente com as equipas com quem interage são algumas das bases que procuramos. Um bom candidato deve também demonstrar a capacidade de procurar ativamente a criação de valor acrescentado nas equipas em que se insere”, avisa André Filipe, responsável de recursos humanos da Critical TechWorks, a empresa que junta BMW e Critical Software no desenvolvimento de sistemas para a indústria automóvel.

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A Talkdesk procura pessoas que “gostem de construir produtos de raiz e estejam concentradas em progredir. Não recrutamos para uma linguagem de programação específica, ao invés, recrutamos pessoas que tenham boas práticas de trabalho”, nota Francisca Matos, a responsável pelo pessoal deste unicórnio nascido em Portugal nos escritórios de Lisboa e do Porto.

A HUUB procura pessoas “curiosas, obcecadas por conhecimento e com vontade de evoluir a cada dia. Devem mostrar resiliência para enfrentar desafios, sempre com a excelência de entrega como último objetivo”.

Na hora de fazer conversa, “é preciso abordar os ‘targets’ com lata mas educação e faz um pitch. O que queres, porque queres, porque fazes sentido e prova o que já sabes”, conclui o líder da Humaniaks.

Pode ler aqui mais artigos sobre a Web Summit

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