A segunda vida da Red Oak

Marca de vestuário foi comprada por um dos credores e volta ao mercado em setembro

A Red Oak, marca portuguesa de vestuário declarada insolvente em 2014, vai regressar ao mercado em setembro, pela mão de um dos seus credores. A Abilheira & Cunha - Têxteis Lda, de Braga, credora da empresa, adquiriu a marca e os stocks em 2016 e vai, agora, relança-la com a apresentação, em setembro, da coleção primavera/verão 2019, que chegará às lojas no final do primeiro trimestre do próximo ano.

A notícia, avançada pelo Jornal de Negócios, cita o proprietário da Abilheira & Cunha, Albino Abilheira, que assume o objetivo de faturar meio milhão de euros com esta primeira coleção, valor que pretende aumentar para os seis milhões de euros em cinco anos. Uma plataforma de vendas online, mas também a presença em lojas multimarca em Portugal e no estrangeiro é a estratégia definida.

Seis milhões é quanto faturava a Red Oak nos seus tempos áureos. A marca, criada pela Brasopi em 2008, entrou em dificuldades em 2012. Tinha dívidas da ordem dos 10 milhões de euros. O Banco Espírito Santo era o principal credor, com 1,84 milhões de euros, seguindo-se o Estado, com 1,1 milhões. O plano de recuperação da Red Oak e da Throttleman, a outra marca da Brasopi, tinha sido aprovado por uma larga maioria dos credores, em 2013, mas um recurso interposto pela Fazenda Pública para o Tribunal da Relação impediu a sua homologação. O arrastar da situação tornou-se incomportável para a Brasopi e, em 2014, o administrador judicial solicitou a declaração de insolvência ao Tribunal de Santo.

 

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de