Telecomunicações

Altice: “Não estamos aqui para fazer política”

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Patrick Drahi fundador do grupo Altice veio a Portugal para o anúncio da compra da Media Capital

Não estão em Portugal para fazer política. Esta é a garantia de Michel Combes, CEO da Altice, em Lisboa para formalizar a OPA da operadora francesa à Media Capital.

“Não estamos aqui para fazer política, mas para apresentar um programa industrial forte para o País”, garantiu o responsável, assegurando que a Altice tem plano forte para Portugal.

E os planos são ambiciosos. A operação que vai “juntar o número 1 das telecom ao número 1 dos media”, disse Michel Combes, CEO da Altice, durante uma conferência de imprensa que está a decorrer no hotel Altis, em Lisboa.

“Não vamos restringir o acesso à Media Capital aos nossos antigos clientes, assegura Combes. “Queremos que os canais estejam expostos ao máximo”, de plataformas, justifica. Os canais da TVI estão, atualmente, disponíveis na Nos e Vodafone.

Rosa Cullel, CEO da Media Capital, juntou-se à conferência de imprensa desta sexta-feira para falar da marca que lidera. “Os media independentes são fundamentais para o País. Estamos convencidos que a Media Capital é um grande grupo de média, grande grupo audiovisual. Somos capazes de fazer boa televisão e rádio”, garantiu.

Há sinergias que podemos ter com a Altice que vão ajudar na transformação do grupo“, acrescentou ainda, sublinhando que a sua “intenção de ficar (na TVI e no grupo) depende do acionista”.

A resposta chegou rápido: “Estamos extremamente interessados em ter a Rosa connosco”, assegurou Combes.

O gestor adiantou ainda que acredita que o processo de compra, que deverá ser analisado pela AdC local, será “será feito sem contratempos” junto dos reguladores. É que que não há “questões concorrenciais” que se levantam com esta operação, detalhou.

“O mais importante é o que pretendemos fazer. Este é um projeto industrial”, reforçou o gestor. “O nosso único interesse é desenvolver o negócio”, disse.

Combes diz ainda que se sente bem-vindo em Portugal. “Não imagino uma situação diferente”, destacou.

As críticas de Costa

“Não gostaria de comentar as palavras do primeiro-ministro”, reagiu ainda o francês, quando instado a comentar as palavras de António Costa no Parlamento onde criticou a redução de quadros na PT Portugal, temendo que seja uma nova Cimpor, e apontando falhas nas comunicações durante os incêndios de Pedrogão.

“Estamos orgulhosos do investimento que temos feito em Portugal”, disse o responsável, lembrando a aposta feita pelo grupo na compra do Meo e na expansão de rede fibra do país. “Estou orgulhoso do que foi feito na companhia, pelos trabalhadores e empresa”, acrescentou.

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