Energia

Abengoa vai vender 421 milhões em ativos

Plano de reestruturação vai ser votado pelos credores em setembro e inclui perdão da dívida. CGD, BPI e Novo Banco estão entre os bancos credores.

A Abengoa apresentou o plano de recuperação e espera conseguir, antes do final de setembro, o apoio de 75% dos credores para conseguir que o plano seja aprovado.

A reestruturação da empresa espanhola, que este muito próxima da falência, ainda tem de ser aprovada em assembleia-geral de acionistas, prevista para o final deste mês e ter o plano pronto para aprovação no final de setembro ou início de outubro, segundo o “Expansión”.

A empresa é de base tecnológica mas opera sobretudo na área das energias renováveis e engenharia. A falência parecia praticamente inevitável mas foram desenhados vários planos de recuperação, com o apoio dos credores . Há 200 bancos credores da Abengoa, incluindo três portugueses: a CGD, o BPI e o Novo Banco.

 

 

O plano de reestruturação da Abengoa prevê um fluxo de caixa positivo a partir de 2017 e a venda de ativos considerados não estratégicos no valor de 421 milhões de euros entre este ano e próximo. Em concreto, a empresa pretende vender 285 milhões este ano e o resto em 2017.

O acordo da Abengoa com os principais credores prevê uma injeção de capital de mais de 1,1 mil milhões de euros, um valor que inclui os empréstimos recebidos em setembro e dezembro de 2015 e em março de 2016, de 515 milhões de euros. Em dinheiro fresco a Abengoa vai receber 655 milhões de euros.

O acordo prevê que os credores aceitem um perdão de 97% da dívida de 7,5 mil milhões de euros, mantendo-se os 3% restantes com um vencimento a 10 anos.

 

 

 

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