Aberto concurso para quadruplicar linha de Cintura e expandir Gare do Oriente

IP vai recolher propostas para projetos que servirão de base para aumentar circulação de comboios no centro de Lisboa e preparar serviços de alta velocidade até ao Porto.

Está dado o primeiro passo para aumentar a circulação de comboios em Lisboa. A Infraestruturas de Portugal (IP) abriu um concurso público de recolha de projetos para as obras de quadruplicação da linha de Cintura (entre Braço de Prata e Roma/Areeiro) e ainda a modernização da linha do Norte entre as estações de Braço de Prata e de Sacavém. O preço base do concurso é de 9,4 milhões de euros e foi aberto na segunda, 4 de outubro. Apenas foi tornado público nesta sexta-feira.

Os trabalhos estão previstos no Programa Nacional de Investimentos para 2030 e o investimento estimado é de 110 milhões de euros, segundo informação divulgada pelo Dinheiro Vivo em outubro de 2020. O prazo para a conclusão das obras é o final de 2026.

A ampliação da Gare do Oriente será uma das principais consequências desta obra: serão incluídas mais três vias, passando para um total de 11, segundo a IP.

Serão ainda construídas novas estações em Chelas/Olaias e em Braço de Prata, além de um novo apeadeiro de Marvila. A nova estação de Chelas terá ligação à estação do metro das Olaias; o novo apeadeiro de Marvila permitirá, por exemplo, um acesso mais direto ao Hub Criativo do Beato.

A IP prevê ainda a construção de três pontes, um viaduto e dois túneis, além da substituição integral da catenária na linha de Cintura e no troço da linha do Norte. Serão ainda construídas novas infraestruturas de suporte a sinalização e telecomunicações.

As obras vão ainda "criar condições para a implementação de novos serviços de alta velocidade entre Lisboa-Oriente e Porto Campanhã", refere a gestora da rede ferroviária nacional.

O troço Roma-Areeiro - Braço de Prata é o principal obstáculo para que a linha de Sintra tenha mais utilização. Atualmente, os comboios param em todas as estações de 10 em 10 minutos nas horas de ponta e ocupam toda a distância da plataforma. Na mesma linha, também circulam os comboios da linha da Azambuja e também de longo curso vindos do norte e sul do país.

Depois de estas obras ficarem concluídas, poderão circular, nos dois sentidos, 300 comboios por dia, entre Areeiro e Braço de Prata. Os utentes do comboio da ponte 25 de abril também ficarão a ganhar: Oriente passará a ser a estação terminal deste serviço - em vez do Areeiro - assim a Fertagus tenha mais material circulante. A Fertagus é a operadora deste comboio pelo menos até setembro de 2024.

Ao passar a ter quatro vias em vez de duas, calcula-se que o troço Areeiro-Braço de Prata consiga, em 2030, retirar 573 toneladas de emissões de dióxido de carbono ao transporte rodoviário.

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