Accenture. Braga Delivery Center exporta 55% em serviços de tecnologia

Consultora multinacional apostou no Minho para abrir segundo centro de tecnologia que já trabalha para dez países em quatro continentes.

 

Braga foi a cidade escolhida pela consultora multinacional Accenture para abrir o segundo centro tecnológico em Portugal, em grande medida devido à “existência de recursos humanos qualificados” fornecidos pela Universidade do Minho, mas também da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e da Universidade do Porto.

"Em Braga, sentimo-nos desejados", resumiu José Gonçalves, presidente da Accenture Portugal, calculando que tenham decorrido apenas "quatro meses, desde que foi feito o contacto com a Invest Braga e com a Câmara Municipal" até estar o centro em funcionamento. O valor do investimento, na ordem de "centenas de milhares de euros", inclui a contratação de mais de uma centena de pessoas que o responsável acredita "duplicar em pouco tempo e, daí em diante, continuar a aumentar".

A aposta em Braga ficou a dever-se também a uma tentativa de “fixar os recursos humanos durante mais tempo, porque em Lisboa há muita rotatividade de pessoal”. 30% do pessoal de Braga provém do centro tecnológico da capital, que funciona desde 2013. "A Universidade do Minho dá-nos muita «matéria-prima» e sentimos que, aqui, há mais estabilidade nos recursos humanos, o que significa que não vamos perder tanto o investimento que fazemos na formação das pessoas", adiantou José Gonçalves.

Em poucos meses, o "Braga Delivery Center" já tem bons resultados para apresentar: 55% dos serviços de sistemas de informação e outsourcing de processos produtivos são vendidos a uma dezena de países em quatro continentes.

A nível global, a Accenture possui meia centena de centros tecnológicos em todo o Mundo, mas os portugueses especializaram-se em inovação e criação de competências, ao passo que outros centros se ocupam de processos massificados e pouco inovadores. Robótica, inteligência artificial e outras áreas de “new IT” (novas arquiteturas digitais mais rápidas e escaláveis, especialmente importantes para a redução de custos nas empresas) fazem parte do dia a dia dos centros tecnológicos portugueses da Accenture.

Presente no país desde 1990, a consultora de origem norte-americana tem vindo a expandir atividade: além da consultoria estratégica à “maioria das empresas de energia, telecomunicações, banca e retalho do PSI20”, a Accenture presta serviços de implementação de sistemas de informação e, mais recentemente, de transformação de processos produtivos por integração de tecnologia.

No ano passado, a consultora ultrapassou a “barreira psicológica dos 100 milhões de euros de volume de negócios e, este ano, aproxima-se rapidamente dos 150 milhões de euros”, anunciou o responsável, calculando que 30% corresponda a exportações. No panorama global, positivo para a marca, a unidade portuguesa "tem um crescimento maior que a média" e tem motivos para apostar no futuro.

“Temos talento, temos as melhores universidades do Mundo, somos competitivos, falamos muitas línguas e todos nos dizem que é um prazer trabalhar com Portugal”, enumerou o presidente da Accenture Portugal.

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