Acionista brasileiro sai da PT por “desconforto” com investimento na Rio Forte

Octávio Azevedo, da Andrade Gutierrez
Octávio Azevedo, da Andrade Gutierrez

Um dia depois da Portugal Telecom ter confirmado ter comprado papel comercial de cerca de 900 milhões na Rio Forte, os dois representantes brasileiros da Oi na administração da operadora saíram.

A proximidade levou a rumores de que a saída dos administradores não executivos Octávio Azevedo (da Andrade Gutierrez) e Fernando Magalhães Portella (Telemar Participações) resultava do desconforto do acionista brasileiro com a operação.

Octávio Azevedo veio hoje confirmar que esse foi mesmo o motivo da saída. Em declarações à Valor Económico, Azevedo confirmou a razão da renúncia ao cargo e que depois de comunicar a decisão a Fernando Portella ele também decidiu sair. “Já tinha planos de deixar o conselho. Ao me sentir desconfortável por
ter tomado conhecimento da operação, que não é pequena, apenas quando
foi divulgada por comunicado à imprensa, achei que era hora de sair”, revelou Octávio Azevedo.

De acordo com o comunicado enviado pela PT ao mercado, o conselho executivo da operadora tem acompanhado e “sufragado” as operações de tesouraria, mas segundo Octávio Azevedo o conselho de administração não foi consultado sobre a operação. Ainda de acordo com a Valor Económico o acionista teria já decidido abandonar o conselho de administração devido a conflito de interesses dada a participação da Andrade Gutierrez na Oi.

Em causa está um investimento de 897 milhões de euros em papel de tesouraria na Rio Forte, que vence já a 17 de julho. O montante representa cerca de 47% do valor dos ativos, avaliados em 1,9 mil milhões, que a PT participou no aumento de capital para a fusão com a Oi.

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