Acionista da Groundforce diz que Governo admite nacionalização da empresa

Alfredo Casimiro, presidente do conselho de administração da Groundforce, afirmou em entrevista que o Governo admite a hipótese de nacionalização da Groundforce.

Em entrevista ao programa Negócios da Semana, da SIC Notícias, Alfredo Casimiro, presidente do Conselho de Administração da Groundforce afirmou que o Governo admite a nacionalização da empresa.

"A palavra nacionalizar foi usada várias vezes", indicou Alfredo Casimiro, que disse que o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, já teria dito que "não tem qualquer problema" em nacionalizar a Groundforce.

Na mesma ocasião, Alfredo Casimiro sublinhou que a empresa de handling "precisa de um plano de reestruturação". Esta semana alguns trabalhadores da Groundforce manifestaram-se junto ao aeroporto de Lisboa, pedindo o pagamento dos salários referentes ao mês de fevereiro.

Ainda antes da entrevista à SIC Notícias, a TVI avançava que o Governo estaria "a ponderar a nacionalização da empresa", numa "operação semelhante à da Efacec", que foi nacionalizada de forma temporária, em julho do ano passado. Esta poderia, aliás, ser uma das hipóteses para resolução da situação de incumprimento que a Groundforce atravessa atualmente, era explicado.

Segundo a TVI, esta solução temporária poderia ser usada até que o Estado encontre outro parceiro.

Relativamente à hipótese de nacionalização, Alfredo Casimiro afirmou esta quinta-feira ao Eco que acha "difícil que o tema da nacionalização vá para a frente", mencionando preocupação com "uma linha de pensamento" em "que todas as empresas podem ser nacionalizadas".

Neste momento, o empresário diz estar focado em conseguir os três milhões de euros necessários para pagar os salários em atraso do mês de fevereiro.

A composição acionista da Groundforce inclui a Pasogal, de Alfredo Casimiro, que detém 50,1% da empresa e a TAP, acionista minoritária com 49,9%.

Negociações continuam a decorrer

Esta quinta-feira, em declarações ao jornal digital Eco, Alfredo Casimiro indicava que as negociações com o Governo ainda decorriam para desbloquear o financiamento à Groundforce e "a expetativa é a de que seja encontrada uma solução para o pagamento de salários".

Casimiro mostrou-se ainda "disponível para dar uma garantia das ações da SPdH pelo apoio financeiro que nos permita sobreviver até à chegada do dinheiro". Se anteriormente tinha mencionado que a garantia de ações, um dos requisitos pedidos pela TAP, era "incompreensível" e "ilegal", Alfredo Casimiro mostra-se disponível para esse cenário, ainda que refira que se trata de "uma situação extraordinária".

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