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Acionistas do grupo DIA aprovam acordo para refinanciar dívida

Em Portugal, o grupo Dia explora as lojas Minipreço. Fotografia: Rui Oliveira/ Global Imagens
Em Portugal, o grupo Dia explora as lojas Minipreço. Fotografia: Rui Oliveira/ Global Imagens

Os acionistas do grupo DIA, dono do Minipreço, aprovaram hoje um acordo para refinanciar a dívida, bem como mudanças no Conselho de Administração e um aumento do salário do presidente, de acordo com a agência Efe.

Durante uma assembleia-geral, os detentores de posições na empresa aprovaram todos os pontos, um resultado que já era esperado dada a maioria dos direitos de voto do multimilionário russo Mijail Fridman, que controla a ‘holding’ desde maio, através da empresa LetterOne.

Um dos pontos-chave era precisamente a aprovação do acordo para o refinanciamento da dívida alcançado com a banca credora, cuja negociação foi complexa e que foi uma das chaves para que Fridman aceitasse injetar liquidez no grupo e se evitasse ter que recorrer a uma assembleia de credores.

Para chegar a este acordo, as entidades exigiram que fossem criadas sociedades para receber ativos, passivos e contratos do grupo.

O grupo deve, assim, de imediato, passar para estas empresas, antes do fim do ano, todos os bens imóveis que tem em Espanha, certos estabelecimentos comerciais e as participações nas filiais brasileira, argentina e portuguesa, entre outros ativos.

No dia 26 de junho, o grupo adiantou que tinha chegado a acordo com os 17 credores para uma injeção de capital de 771 milhões de euros, para garantir a continuação do negócio e o seu reposicionamento para ser competitivo.

Entre os atuais credores estão o Santander, BBVA, Barclays, Caixa Bank, Deutsche Bank, ING, Postbank, SocGen, Mitsubishi, Bankia e BNP Paribas.

Na mesma assembleia-geral, os acionistas aprovaram a nomeação do novo Conselho de Administração, com sete membros, seis dos quais entraram em maio, depois da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada por Fridman.

Outra das propostas aprovadas estabelece uma remuneração de três milhões de euros brutos anuais para o presidente executivo, Karl-Heinz Holland, cinco vezes o que ganhava o seu antecessor.

O gestor irá ainda receber bónus em função do cumprimento dos objetivos.

A empresa tem passado por uma grave crise nos últimos meses, tanto por motivos operacionais como financeiros.

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