concorrência

AdC faz buscas nos operadores de telecomunicações

Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência

Tiago Petinga/Lusa
Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência Tiago Petinga/Lusa

Regulador suspeita de práticas anticoncorrenciais lesivas aos consumidores. Altice/Meo, NOS, Vodafone e Nowo alvo de buscas

A Autoridade da Concorrência (AdC) realizou buscas nos operadores de telecomunicações por suspeitas de “práticas anticoncorrenciais lesivas da liberdade de escolha dos consumidor”. Altice/Meo, NOS, Vodafone e Nowo foram as empresas alvo da intervenção do regulador.

A notícia das buscas foi avançada pelo Jornal de Negócios e confirmada pelo Dinheiro Vivo junto a fonte oficial do regulador.

“A AdC confirma a realização de diligências de busca e apreensão em cinco localizações de quatro empresas de telecomunicações por suspeitas de práticas anticoncorrenciais lesivas da liberdade de escolha do consumidor”, diz fonte oficial do organismo ao Dinheiro Vivo.

As buscas “têm estado a ser realizadas mediante autorização do DIAP de Lisboa e contam com o acompanhamento da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa”, tendo o organismo regulador decretado o “segredo de justiça no presente processo de contraordenação, a fim de preservar os interesses da investigação”.

O regulador não adiantou quais os operadores alvos das buscas, mas ao que o Dinheiro Vivo sabe a Altice/Meo, NOS, Vodafone e Nowo foram as empresas alvo da investigação. As mesmas decorreram já algumas semanas, tendo os profissionais da AdC estado cerca de três semanas nas operadores a analisar informação, de acordo com fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo.

A Altice/Meo confirmou ter sido uma das empresas alvo das buscas. “A Meo/Altice confirma que foi uma das empresas objeto de uma iniciativa da Autoridade da Concorrência no quadro dos procedimentos em curso por parte desta. A Meo/Altice prestou à Autoridade da Concorrência toda a colaboração que lhe foi solicitada. A Altice Portugal esteve e sempre estará disponível para quaisquer outros esclarecimentos”, afirma a operadora em nota enviada às redações.

NOS e Vodafone não quiseram comentar este tema.

Desde o início de 2017, o organismo regulador realizou 19 diligências de busca e apreensão em 43 instalações, nos setores do transporte fluvial turístico, ensino da condução, distribuição e grande distribuição, segurador, associativo do setor alimentar e associativo de publicidade.

A mais recente, tal como noticiou o Dinheiro Vivo, passou por buscas na Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP) e a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN).

“As diligências em questão estão em linha com as prioridades definidas pela Autoridade da Concorrência para 2018, cuja tónica é o reforço da investigação sobre práticas restritivas da concorrência”, refere o organismo regulador.

(última atualização às 16h25 com comentário da Meo/Altice)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Caixa Geral Depósitos CGD Juros depósitos

Créditos ruinosos da Caixa nas mãos do Ministério Público

A330-900 neo

A330 neo. Associação de pilotos quer ouvir especialistas na Holanda

(REUTERS/Rafael Marchante)

2019 a caminho de ser o melhor ano de sempre da Autoeuropa

Outros conteúdos GMG
AdC faz buscas nos operadores de telecomunicações