Imobiliário

Adidas precisa de escritório na região do Grande Porto para 800 colaboradores

O Porto tem atraído as atenções de empresas multinacionais. Fotografia: D.R.
O Porto tem atraído as atenções de empresas multinacionais. Fotografia: D.R.

A escassez de oferta de escritórios de qualidade é um entrave à instalação de multinacionais

A Adidas quer duplicar o número de colaboradores em Portugal, mas tem enfrentado dificuldades em encontrar um espaço disponível e de qualidade. A empresa instalou, em 2009, um centro de serviços partilhados na Mais e, desde aí, não tem parado de crescer. Atualmente emprega 400 colaboradores. A multinacional “quer apostar na expansão dos serviços partilhados, a região do Porto oferece talento, mas uma das dificuldades é que não há espaço pronto”, sublinhou ontem Carlos Guimarães, responsável pelo Business Services em Portugal.

O responsável, que falava na apresentação da segunda edição do estudo “Mercado de Escritórios do Porto, da responsabilidade da Cushman & Wakefield e da Predibisa, reconhece que à empresa não lhe serve qualquer espaço. A Adidas quer um local “com ambiente de trabalho muito positivo”, disse. Graça Cunha, responsável da Predibisa, sabe que as empresas que procuram escritórios na região pretendem “edifícios com qualidade, transportes públicos nas proximidades, bom ambiente de trabalho, que são valências que ajudam a fixar os colaboradores”.

Défice de oferta
O estudo vem pôr o dedo na ferida. O Grande Porto (concelhos do Porto, Maia, Matosinhos e Vila Nova de Gaia) tem um défice de oferta de escritórios de nível internacional. No ano passado, a região bateu valores recordes de ocupação, com a instalação de mais de 50 negócios, que totalizaram perto de 80 mil metros quadrados. Este dinamismo da procura, que tem vindo a acelerar desde 2015, não está a esmorecer e prende-se com a pool de talento disponível, com os preços ainda competitivos (embora a subir), com a qualidade de vida, entre outros fatores.

Em desenvolvimento estão onze projetos de escritórios, que totalizam mais de 170 mil metros quadrados e que vão de encontro às exigências dos potenciais ocupantes (como áreas de open space, zonas de lazer, serviços…). Este ano, deverão estar disponíveis cinco edifícios de escritórios. Mas não chega. “Temos várias empresas a bater à porta e não há oferta para responder na hora”, adiantou Graça Cunha, exemplificando que o Urbo Business Center (Matosinhos), que está prestes a estar operacional, está já 100% ocupado.

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