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Administração do Dia reúne-se “em breve” para avaliar novo cenário

DIA é dono dos supermercados Minipreço em Portugal.

Fotografia: Pedro Correia / Global Imagens
DIA é dono dos supermercados Minipreço em Portugal. Fotografia: Pedro Correia / Global Imagens

Sobre a mesa estarão os impactos da OPA sobre os planos já redefinidos da retalhista e ainda o futuro de alguns cargos.

O anúncio de lançamento de uma OPA voluntária sobre a dona do Minipreço por parte da Letterone abalou a a presumível estabilidade em que se encontrava a cadeia retalhista, desde que alcançou o primeiro acordo com os credores no final do ano, escreve o Cinco Días, esta quarta-feira. Nos últimos tempos, o Dia tem-se dedicado a redefinir o seu plano de negócios, no qual já se conhecem as entidades financeiras, mas tudo pode cair por terra se Mikhail Fridman, o principal acionista, se tornar dono de 100% do capital.

Para já, o conselho de administração da cadeira retalhista está espera de uma reunião para avaliar o novo cenário. A empresa confirmou apenas que este encontro estaria para “breve”.

Sobre a mesa estará não só a análise da OPA e posterior aumento de capital – propostas pela Letterone – como também os impactos destes planos naqueles que a empresa já tinha alcançado com as entidades financeiras. Especialmente, sobre o aumento de capital de 600 milhões de euros assegurado pela Morgan Stanley e que representa um ponto de viragem para o futuro do grupo.

Nesta altura, o conselho de administração está obrigado a promover essa expansão para que a banca não avance com o vencimento do financiamento acordado até 31 de maio. Esta situação implica, no mínimo, a votação na próxima assembleia de acionistas. A obrigação torna, segundo o jornal espanhol, improvável que o conselho administrativo desista dos planos iniciais e e dê luz verde ao milionário russo, líder da Letterone.

Também o futuro dos membros do conselho será discutido uma vez que, como já avançou a Letterone, não fará parte do novo plano manter os quadros atuais, começando pelo CEO que subiu ao cargo apenas há um mês, Borja de la Cierva.

Fontes próximas do processo, citadas pela imprensa espanhola, garantem que os credores só querem que os empréstimos sejam pagos, independentemente de quem controla a empresa.

 

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