Automóvel

Administração volta a ouvir sindicatos da Autoeuropa

Primeira greve na história da Autoeuropa realizou-se a 30 de agosto e impediu saída de carros da linha de montagem. Fotografia: JFS / Global Imagens
Primeira greve na história da Autoeuropa realizou-se a 30 de agosto e impediu saída de carros da linha de montagem. Fotografia: JFS / Global Imagens

Reunião decorre depois de líder da marca Volkswagen ter garantido que não há planos para desviar parte da produção do T-Roc

A administração da Autoeuropa vai voltar a ouvir os sindicatos da fábrica esta quinta-feira. Está marcada para esta manhã com a comissão sindical da Autoeuropa e o SITE Sul por causa da proposta da empresa para os novos horários de trabalho, que deverá entrar em vigor em 2018.

“Decorre hoje, durante a manhã, uma segunda reunião da Comissão Sindical da Autoeuropa e da direção do SITE Sul com representantes da administração da fábrica de Palmela da Volkswagen, sobre a organização dos horários de trabalho e a exigência de que seja retirada a proposta da empresa e encontrada uma alternativa”, adianta o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, afeto à CGTP, em nota enviada à comunicação social.

Este segundo encontro após a greve de 30 de agosto servirá apenas para ouvir as partes. A administração da fábrica do grupo Volkswagen em Portugal já adiantou que as negociações para o novo horário de trabalho apenas serão retomadas após a eleição da nova comissão de trabalhadores, a 3 de outubro.

A reunião desta quinta-feira decorre após o Herbert Diess, líder da marca Volkswagen, ter garantido que não há qualquer intenção de desviar parte da produção do veículo utilitário desportivo T-Roc para outras fábricas do grupo alemão na Europa.

“A Autoeuropa é a única fábrica do grupo Volkswagen que pode produzir o T-Roc. Transferir a produção de um modelo é um processo muito dispendioso”, assinalou Herbert Diess num encontro com jornalistas em Frankfurt em que o Dinheiro Vivo participou.

A Autoeuropa tem vivido sob impasse nas últimas semanas por causa das negociações para o novo horário de trabalho. A equipa liderada por Miguel Sanches apresentou uma proposta para trabalhar aos sábados. A comissão de trabalhadores anunciou a sua demissão no início de agosto, depois de três quartos dos operários (74,8%) terem chumbado o pré-acordo com a administração.

O documento previa um aumento mínimo do salário de 16%, um bónus de 175 euros, a redução do horário de trabalho para 38,2 horas e a atribuição de mais um dia de férias. Em troca, a fábrica passará a funcionar seis dias por semana a partir de fevereiro do próximo ano, com 18 turnos de trabalho. Os operários estarão na fábrica de segunda a sábado e, em vez de gozarem duas folgas consecutivas todas as semanas, passam a ter um dia fixo de descanso, ao domingo, e outro ao longo da semana.

Entretanto, a 30 de agosto, a produção da Autoeuropa esteve parada devido a uma greve. Na semana passada, o sindicato SITE Sul e a administração estiveram reunidos para uma reunião. O encontro serviu para “abrir um canal de diálogo entre as partes”, segundo Eduardo Florindo, dirigente do SITE Sul.

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