aviação

Advogados norte-americanos fazem fila para processar Embraer

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Embraer tem semana negra. Enquanto avança com programa de reestruturação enfrenta processos judiciais por caso que remonta a 2013

A semana tem sido difícil para a fabricante brasileira de aviões. Depois de anunciar, esta terça-feira, que terá de cortar despesas em mais de 180 milhões de euros para continuar a competir com as suas concorrentes, a Embraer depara-se, agora, com problemas na justiça norte-americana.

Em causa está um alegado suborno feito pela empresa a autoridades da República Dominicana para garantir um contrato de venda de aviões militares no valor de 90 milhões, e que provocou enormes perdas aos investidores que, entre abril de 2012 e julho de 2016, compraram pacotes de ações (american depositary receipts – ADR) da fabricante.

No final de julho, a Embraer informou que estava perto de um acordo para fechar esta ação judicial e, assumiu ter uma provisão de 200 milhões de dólares para pôr fim ao processo. Nessa altura, as ações caíram 15,45% na bolsa brasileira e os ADR recuaram 13,8% nos Estados Unidos. Agora, os escritórios fazem fila para processar a fabricante pelos prejuízos causados por este suborno.

O escritório Pomerantz, que representa o investidor Manidhar Kukkadapu, já assumiu que está pronto para avançar com uma ação coletiva, enquanto os seus concorrentes tentam a avaliar ações contra a empresa pela violação das leis norte-americanas e pela divulgação de informações enganadoras aos seus investidores e angariar clientes.

Na semana passada, a revista Veja noticiou que sete escritórios de advogados estão interessados neste processo. Na lista, dizia a publicação, estavam não só a Pomerantz, que agora avança, como as concorrentes Goldberg Law; Rosen Law Firm; Hagens Berman Sobol Shapiro; Bronstein, Gewirtz & Grossman; Lundin Law; Glancy Prongay & Murray.

No caso da Rosen Law, estão a ser chamados investidores que tenham comprado ações da Embraer a 28 de julho deste ano; na Hagens Berman tentam-se clientes que tenham perdido mais de 75 mil dólares com os papéis da empresa.

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