aviação

Aeroporto do Montijo: Estado e ANA assinam acordo na terça-feira

Foto: ANDRÉ KOSTERS/LUSA
Foto: ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Memorando de entendimento entre Governo e gestora dos aeroportos portugueses inclui expansão do aeroporto Humberto Delgado.

O governo já tinha garantido ao Dinheiro Vivo que as negociações para a revisão do contrato de concessão com a ANA – Aeroportos de Portugal iriam ficar concluídas logo no início de 2019. Esta quinta-feira sabe-se que dia 8 de janeiro, na próxima terça-feira, será assinado o memorando de entendimento entre o Estado e a gestora dos aeroportos nacional.

A cerimónia decorrerá pelas 15 horas na base da Força Aérea no Montijo. Presentes estarão o primeiro-ministro, António Costa, o presidente executivo da Vinci Concessões, Nicolas Notebaert, e o presidente do Conselho de Administração e presidente executivo do grupo Vinci, Xavier Huillard, indicou fonte da gestora de aeroportos à Lusa.

Segundo o Jornal de Negócios desta quinta-feira, está assegurado o plano que prevê a construção do aeroporto complementar do Montijo e o aumento da capacidade do aeroporto Humberto Delgado.

O facto de a ANA ficar com mais um aeroporto, e terem de ser realizadas obras no sentido de adaptar a base do Montijo, exige uma revisão do contrato de concessão. O custo das duas obras, ampliação do Aeroporto Humberto Delgado e adaptação à aviação civil do Montijo, está avaliado em mil milhões de euros e será inteiramente suportado pela empresa gestora aeroportuária.

O início das obras de adaptação da base do Montijo poderá começar ainda em 2019. Até lá, a gestora dos aeroportos nacionais vai entregar em breve os últimos elementos pedidos pela Agência Portuguesa do Ambiente para o Estudo de Impacte Ambiental. É que sem este estudo, que terá de ficar em consulta pública, e sem a conclusão do acordo, as obras no Montijo não podem avançar. O aeroporto do Montijo deverá abrir em 2022.

A construção de um aeroporto complementar no Montijo deve-se ao esgotamento da capacidade aeroportuária em Lisboa. Isso mesmo ocorreu já ao longo de 2017, quando foram atingidos os quatro fatores que permitiam ativar uma solução deste género, ao abrigo do contrato de concessão assinado em 2012 entre o Estado e a ANA – Aeroportos, que desde fevereiro de 2013 pertence formalmente aos franceses da Vinci.

*Notícia atualizada com mais informação às 15:35

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