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Aeroportos de Ponta Delgada e Lajes lideram atrasos na Europa

Barack Obama fez uma paragem nas Lajes para abastecimento de combustível quando fez visita oficial ao Peru em  novembro de 2016.  REUTERS/Kevin Lamarque
Barack Obama fez uma paragem nas Lajes para abastecimento de combustível quando fez visita oficial ao Peru em novembro de 2016. REUTERS/Kevin Lamarque

Há cinco aeroportos portugueses na lista os 50 que registaram mais atrasos. Só um aeroporto vence estes dois portugueses, revela a Airhelp.

Os aeroportos de Ponta Delgada e das Lajes, nos Açores, estão entre os que apresentam pior desempenho quando o tema é pontualidade. Em junho e julho, diz a AirHelp, apenas Mykonos, na Grécia, apresentou pior desempenho do que estas duas bases aéreas portuguesas.

O índice de pontualidade de Ponta Delgada (PDL) fixou-se em 52,4% e, nas Lajes (TER), o valor ficou ligeiramente acima, com 54,4%. Estes aeroportos estão longe de ser os únicos nacionais mencionados neste ranking. O aeroporto de Lisboa ocupa o décimo lugar da lista, depois de o índice de pontualidade não ter ido além dos 62,1%. “No aeroporto da capital, 4 em 10 voos sofreram perturbações no período em análise”, refere a empresa criada para mediar pedidos de compensação por atrasos ou cancelamentos de voo.

Bem mais distante, mas ainda assim entre os 50 da lista, está o aeroporto da Madeira (FNC) com um índice de 72,4% e, por fim, quase a encerrar o ranking, o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, com uma pontualidade de 75,2%. Isto é, são os que apresentam melhores resultados, “ainda assim com mais de um quarto dos voos (28% e 25%, respetivamente) a não cumprirem o horário previsto”, diz a empresa.

A AirHelp explica que esta análise teve por base dados de voos recolhidos por si, tendo sido considerados aeroportos com mais de 1000 voos. Considera-se que um voo não foi pontual quando chega ao destino com mais de 15 minutos de atraso ou foi cancelado.

De acordo com o regulamento europeu, os atrasos superiores a três horas, cancelamentos e impedimentos de embarque podem dar direito a uma compensação de até 600 euros por passageiro. Os pedidos de compensação podem ser submetidos até três anos depois da data do voo e, os passageiros podem fazê-lo de forma direta ou utilizar a ajuda de uma empresa de mediação destes processos, como a Airhelp é exemplo.

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