Aerosoles quer abrir lojas na Grécia, em Itália e Inglaterra

Aerosoles quer expandir-se
Aerosoles quer expandir-se

A MoveOn, empresa detida a 51% pelos indianos da Tata e que detém a licença de produção e comercialização da marca Aerosoles na Europa e Índia, fechou o primeiro semestre com um volume de negócios acima dos oito milhões de euros, mais 24% que na primeira metade de 2013. O diretor-geral da empresa de Esmoriz, está "contente" com o desempenho da marca nos vários mercados e prepara já a entrada em novos países, tendo como alvos potenciais Itália, Grécia e Inglaterra.

“Temos crescido acima do que esperávamos. As coisas estão a
avançar lentamente. Mudar uma estrutura inteira não é fácil, leva
tempo. As pessoas estavam muito desmotivadas, muito dispersas e dá
algum trabalho colocar toda a gente a remar para o mesmo lado. Mas
estamos substancialmente melhor do que há um ano atrás. E claro que
estamos satisfeitos, mas queremos sempre mais”, diz Fernando
Brogueira.

A reestruturação da rede de retalho está terminada e este é
uma área “estabilizada”, diz Fernando Brogueira. “A espiral
negativa parou e os números [de vendas] estão acima do orçamento”,
acrescenta. A MoveOn conta hoje com nove lojas Aerosoles em Portugal
e Espanha, a que se juntam cinco franchisadas no nosso mercado, mais
quatro em França, de um projeto de 20 a dois anos. Mas não está
excluída a abertura de lojas próprias em França ou com outros
parceiros. E nos próximos três anos, a empresa pretende então
avançar com a expansão da sua rede para novos mercados.

Posta de parte, no imediato, está a compra do Aerogroup, empresa
americana detentora da marca Aerosoles, já que esta foi vendida, em
junho, ao grupo de investimento Palladin Consumer Retail Partners.
“Havia a necessidade, da parte americana de fechar o negócio muito
depressa. Para nós, o importante primeiro era pôr a casa em ordem.
Se a pressa estivesse aliada a uma baixa de preço significativa…
Não estando, achamos que deveriam procurar outras hipóteses”, diz
Fernando Brogueira. Mas o objetivo de comprar a marca mantém-se.
“Mantemos boas relações e estrategicamente não muda nada. Quando
muito, poderá significar que teremos de pagar mais caro daqui a dois
ou três anos”.

A atestar as boas relações, portugueses e americanos estão a
desenvolver, conjuntamente, uma plataforma de vendas online, de modo
a diluir o investimento, “de alguns milhões de euros”, entre
todos. ” A nossa intenção é pôr todos os países em que podemos
vender nessa plataforma. Na Europa o centro será cá e teremos,
depois, um centro na Índia”.

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