fintech

AFIP. Indústria financeira junta-se para apoiar novas tecnologias

Portuguesa Easypay conta com sistema Abypay, uma solução de pagamento que recorre à tecnologia blockchain. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens
Portuguesa Easypay conta com sistema Abypay, uma solução de pagamento que recorre à tecnologia blockchain. Fotografia: Jorge Amaral/Global Imagens

Associação conta com 32 membros fundadores, desde grandes empresas a startups da área financeira e dos seguros

Portugal conta a partir desta sexta-feira com uma associação para representar as startups dedicadas à área financeira (startups) e aos seguros (insurtech). A AFIP – Associação Fintech e Insurtech de Portugal – quer promover e apoiar novas tecnologias na indústria financeira, conforme adianta ao Dinheiro Vivo o presidente da associação, Pedro Pinto Coelho. A entidade junta grandes empresas com startups.

“A AFIP pretende contribuir para o desenvolvimento do setor financeiro português apoiando diretamente a nova geração de players tecnológicos de serviços financeiros desde startups até instituições financeiras”, refere Pedro Pinto Coelho, que também é presidente do conselho de administração do banco BNI Europa.

A associação conta com 32 membros fundadores, desde bancos a unidades de investimento, passando por fintech, emrpesas tecnológicas, escritórios de advogados, consultoras, seguradoras, empresas de gestão de pagamentos e até companhias aéreas.

Leia aqui: Jovens “mais depressa pedem um empréstimo ao Google do que a um banco”

Com esta rede de membros, a AFIP “deverá endereçar os principais obstáculos e oportunidades no ecossistema, atraindo mais investimento, apoiando o desenvolvimento de regulação adequada e eficaz, promover a colaboração entre as várias entidades, promover a inovação nos serviços financeiros e, simultaneamente, participar em fóruns internacionais desta nova grande comunidade internacional que procura novas ideias e soluções tecnológicas no setor financeiro”, destaca Pedro Pinto Coelho.

Diálogo aberto com supervisores

A indústria financeira vive uma época de revolução, graças ao surgimento de tecnologias como a blockchain, que permite desmaterializar, por exemplo, as transferências de dinheiro entre particulares e que acaba com os intermediários ao longo do processo. Esta situação já levou o Governo português a anunciar a constituição de um grupo de trabalho para esta área.

Leia aqui: Banca tem de juntar-se a fintech para ganhar clientes

Grande parte destas transformações deverá passar por alterações na legislação e que terão de ter o aval dos supervisores da banca (Banco de Portugal) e dos mercados financeiros (CMVM). Pedro Pinto Coelho diz que a AFIP “pretende promover um diálogo aberto entre os reguladores e os seus membros” para que os desafios criados pelas novas tecnologias tenham “adequação da regulação à realidade do sistema financeiro português”.

Portugal diferenciador

Além de ajudar a ligar os membros da associação, a AFIP também quer abrir as portas de Portugal a empresas internacionais. “Portugal já atrai alguns players internacionais pelo seu relativo baixo custo de vida e capacidade de inovação. No entanto, o potencial a explorar ainda é muito grande e a AFIP, através da sua plataforma, pretende contribuir de forma significativa para o crescimento do sector.”

Dados recolhidos pela AFIP em novembro de 2016 revelaram a existência de pouco mais de uma dezena de empresas de tecnologia financeira que geraram cerca de cem empregos. Estes dados deverão ser atualizados nos próximos meses.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa Fotografia: Rodrigo Cabrita / Global Imagens

Medidas do Banco de Portugal para travar riscos no imobiliário são “adequadas”

Lisboa Fotografia: Rodrigo Cabrita / Global Imagens

Medidas do Banco de Portugal para travar riscos no imobiliário são “adequadas”

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Finanças destacam período de crescimento mais sustentável das últimas décadas

Outros conteúdos GMG
AFIP. Indústria financeira junta-se para apoiar novas tecnologias