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Agência Europeia alerta para condição “potencialmente insegura” do Airbus 321neo

A321LR first transatlantic flight 2

Diretriz da Agência Europeia para a Segurança da Aviação visa recomendar às companhias aéreas que informem os seus tripulantes sobre a revisão temporária dos manuais de voo feita pela Airbus

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) reconhece que os Airbus 321neo têm um problema que, “se não for corrigido, pode resultar numa situação de controlo reduzido da aeronave”. A própria Airbus já fez revisões aos seus manuais de voo de modo a fornecer “limitações operacionais” para “resolver esta condição potencialmente insegura”, refere a agência na sua diretriz 2019-0171. O documento, datado de 17 de julho, pode ser lido aqui na íntegra.

Em causa está a análise realizada ao comportamento do ELAC L102 – os ELAC (elevator aileron computer) são computadores de bordo que asseguram os comandos do leme de profundidade e do aileron – instalado no A321neo e que revelou que “podem ocorrer situações de pitch excessivo”, mas apenas em “certas condições” e durante “manobras específicas”. O pitch tem a ver com o ângulo de atitude do avião, ou seja, com o controlo de elevação.

A Airbus introduziu já uma revisão temporária nos manuais de voo, com o objetivo de evitar as ditas situações, incorporando limitações operacionais e o que a Agência Europeia vem fazer é alertar as companhias aéreas – operam, em todo o mundo, mais de 500 aviões A321neo – para que alterem os manuais e informem as suas tripulações de voo, no espaço de 30 dias, para estas recomendações.

A TAP, a SATA e a Easyjet são algumas das companhias que operam com estas aeronaves. Fonte do sector contactada pelo Dinheiro Vivo garante que a diretriz da EASA é, apenas, uma questão de “salvaguarda de procedimentos” que devem ser aplicados, ao nível da standardização de ângulos e velocidades, e que não há qualquer razão de alarme.

Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial da TAP diz que a “EASA emite dezenas de diretivas por ano” e que a empresa “cumpre, como sempre cumpriu, como sempre cumprirá, todas as recomendações e diretivas” da EASA e demais autoridades aeronáuticas internacionais e nacionais, bem como dos fabricantes.

No caso específico dos A321neo, a companhia área portuguesa diz que os procedimentos agora definidos pela Agência Europeia já eram recomendados pela Airbus e foram adotados pela TAP em junho, que ajudou à sua definição. “Como sempre, a segurança de voo é a prioridade máxima da TAP, que opera com políticas conservadoras”, pode ler-se no comentário enviado ao Dinheiro Vivo, que acrescenta: “A TAP e os seus pilotos fizeram parte de um grupo muito restrito que trabalhou com a Airbus para a definição dos procedimentos agora emanados pela EASA”.

Por fim, a companhia sublinha: “A segurança de voo nunca esteve em causa. Trata-se apenas de mais uma das dezenas de diretivas emanadas pela EASA e demais autoridades aeronáuticas, que a TAP cumpre com o máximo rigor”.

  • * Notícia atualizada às 19h25 com a posição oficial da TAP
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