Aguiar-Branco: É preciso passar mensagem que BES não está em risco

José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa Nacional
José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa Nacional

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu hoje ser necessário passar, aos portugueses e aos depositantes do Banco Espírito Santo (BES), a mensagem que a instituição bancária não está em causa.

“Estou a dizer é que, do ponto de vista do que tem a ver com a confiança dos depositantes, essa instituição bancária não está posta em causa, essa é a mensagem importante que é preciso que seja dada aos portugueses e, nomeadamente, aos depositantes do BES”, disse Aguiar-Branco no Funchal aos jornalistas, à margem da conferência promovida pela Associação Comercial e Industrial (ACIF) subordinada ao tema do pós-troika.

Leia também: Almofada financeira do BES é superior à exposição ao GES

Na opinião do governante, “do ponto de vista dos depositantes, ao nível dessa instituição bancária não há razão para haver qualquer espécie de alarme, como foi referido pelo primeiro-ministro”.

Aguiar-Branco considerou que existe uma “ação exemplar por parte da supervisão do Banco de Portugal e, portanto, a esse nível não é necessário estar a criar nenhuma espécie de alarme especial”.

O ministro acrescentou que “tudo o que tem a ver com a dimensão do grupo, para lá da dimensão bancária, está a seguir os trâmites de averiguação”.

A negociação de ações do BES foi suspensa quinta-feira por decisão do regulador, enquanto estava a ser avaliada “a informação prestada” pela entidade financeira sobre a sua exposição ao Grupo Espírito Santo (GES).

A suspensão foi levantada hoje.

O ministro da Defesa Nacional voltou a defender a necessidade de haver estabilidade política e governativa no país, considerando que esta é importante para serem criadas as condições de sustentabilidade da economia, visto que é uma forma de reforçar a confiança dos credores, promovendo mais investimento e taxas de juros mais favoráveis, o que representa crescimento e criação de emprego.

“Não é indiferente a responsabilidade dos agentes políticos, quer da oposição, quer próximos da área do governo para ter essas condições de estabilidade”, reforçou.

Aguiar-Branco apontou que “depois de saídos com êxito do programa há realmente um aumento exponencial de candidatos”, sustentando que existem próprios momentos para o seu surgimento.

“Qualquer situação que cria ruído e instabilidade a esse nível é perturbador das condições para que Portugal possa sair da melhor forma e condições mais favoráveis da crise em termos gerais”, vincou.

Instado a pronunciar-se sobre o projeto de revisão constitucional apresentado pelos deputados do PSD/Madeira na Assembleia da República, o ministro referiu que sempre foi favorável a este tipo de alteração, mas, concluiu, “em termos de oportunidade e conteúdo, neste momento, não é o adequado”.

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