Hotelaria

AHP quer taxa turística a promover turismo. Porto vai comprar imóveis

Rua de Santa Catarina, na cidade do Porto.
Fotografia: Igor Martins / Global Imagens
Rua de Santa Catarina, na cidade do Porto. Fotografia: Igor Martins / Global Imagens

Associação da Hotelaria não aceita que a taxa cobrada aos turistas esteja a ser utilizada num âmbito que em nada beneficia a promoção do destino

A Câmara Municipal do Porto aprovou a proposta para criação de uma taxa turística na cidade. A receita obtida servirá para comprar património e, posteriormente, arrendar casas a munícipes. A Associação da Hotelaria bate o pé contra esta utilização e lembra que a taxa paga pelos turistas não pode reverter para um fim que em nada beneficia o turismo.

“Não podemos estar de acordo com taxas turísticas que se destinem a investimentos que nada tenham a ver com o setor e que no fundo impõem à hotelaria o financiamento de compra de património como instrumento de intervenção no mercado imobiliário”, refere Raul Martins, presidente da AHP.

A Associação apela, por isso, ao diálogo entre a Câmara do Porto e as associações de hotelaria para que a taxa possa beneficiar o desenvolvimento e a promoção do destino junto dos turistas.

“Se se impõe aos hotéis e demais alojamento que cobrem taxas aos turistas por conta da Câmara, no mínimo as verbas devem ser aplicadas no desenvolvimento e promoção turística dos destinos, contribuindo assim para a melhoria dos espaços frequentados pelos turistas, o que também beneficia diretamente os habitantes, e os privados devem participar nas propostas de aplicação dessas verbas em projetos e iniciativas efetivamente dedicadas a esse fim. E a Cidade do Porto, cuja excelência como destino urbano de referência é unanimemente reconhecida, merece bem este esforço”, refere Martins.

A AHP já se pronunciou no âmbito da consulta pública do procedimento administrativo de elaboração do regulamento mas mostra-se agora disponível para encontrar novas soluções para a aplicação deste tributo.

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