Automóvel

Ainda há 17 mil automóveis do grupo Volkswagen por reparar

(EPA/ALEXANDER BECHER)
(EPA/ALEXANDER BECHER)

Correção das emissões poluentes afinal ainda sem limite de prazo para terminar. No ano passado, IMT tinha apontado maio de 2019 como data limite.

Quatro anos depois de ter rebentado o escândalo da falsificação de testes de emissões poluentes nos veículos do grupo Volkswagen – que inclui as marcas Audi, Seat e Skoda, entre outras -, ainda há em Portugal 17 mil automóveis que deveriam ter ido à oficina corrigir o software. Sem essa diligência, obrigatória desde 2016, correm o risco de serem chumbados nas inspeções periódicas.

O Volkswagen Golf 1.6 de Joel Sousa é um dos 17 089 automóveis do grupo VW que continuam por reparar em Portugal. Mesmo assim, este proprietário continua renitente e garante: “Só vou fazer a correção no dia em que o carro chumbar na inspeção, a contragosto”.

“Os veículos para os quais já exista solução técnica aprovada pelas autoridades que concederam as homologações [……] serão considerados em situação irregular”, indica fonte oficial do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) ao Dinheiro Vivo.

Associação não avançou
Se as autoridades detetarem estes automóveis, os proprietários estão “sujeitos à apreensão dos respetivos documentos de identificação, por motivo de alteração das suas características relativamente ao modelo homologado e incumprimento da regulamentação relativa às emissões poluentes”.

Em janeiro do ano passado, o IMT apontava maio de 2019 como data limite para os proprietários procederem à atualização do software para resolver o problema da emissão. Agora, ao DV, o Instituto não se comprometeu com uma data.

A Seat é a marca com mais carros por reparar: apenas foram intervencionados 79% dos veículos que estavam na lista. A Audi é a marca com maior taxa de eficácia: 90,1%.

Carros por reparar

No total, foram chamados à oficina mais de 125 mil automóveis desde fevereiro de 2016 e que vinham equipados com os motores a gasóleo 1.2, 1.6 e 2.0.

“Apesar dos nossos esforços para comunicar com todos os clientes de veículos afetados, face à obrigatoriedade da intervenção decidida pelo IMT, alguns deles (cerca de 10%) não responderam à chamada, ou porque já não são proprietários do seu carro afetado ou por não poderem ser contactados”, explicou fonte oficial da SIVA, importadora da Volkswagen, Audi e Skoda em Portugal.

Mas há clientes, como Joel Sousa, que se recusam a reparar o carro por causa dos alegados problemas provocados por reparações anteriores. A SIVA sustenta que “o nível de satisfação dos clientes é bastante elevado” e que “apenas um número muito reduzido de casos refere eventuais alterações no veículo, sendo que se vem a comprovar que muitas delas não têm que ver com a intervenção de correção de emissões”.

Os clientes lesados tentaram, há um ano, constituir uma associação para levar a VW a tribunal. Mesmo depois de a verba ter sido angariada, “não houve ninguém com disponibilidade para assumir a liderança desta associação”, lamenta Joel Sousa.

Mesmo que o IMT comece a chumbar os carros na inspeção, a SIVA assegura: “Os concessionários continuarão preparados para efetuar a intervenção se esses clientes decidirem comparecer nas oficinas”.

quota de mercado

Os problemas com o grupo VW conduziram a uma forte redução do peso do gasóleo nas vendas de carros novos. Em 2015, antes da crise, este combustível valia 67,5% do mercado; no final de 2018, esta quota já tinha caído para os 53,25%, segundo a associação ACAP.

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