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Air France-KLM estima um milhão de passageiros nas rotas portuguesas em 2019

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A operação não vai crescer além de 5% neste ano, diz o representante da companhia aérea em Espanha e Portugal.

A Air France-KLM voltou aos lucros e prevê atingir um milhão de passageiros transportados entre Portugal, França e Países Baixos em 2019, segundo avança o diretor-geral da companhia aérea para o mercado ibérico, Boris Darceaux, ao Dinheiro Vivo.

Após um aumento superior a 13% da sua capacidade em termos de lugares-quilómetros de e para Portugal, no inverno passado, o grupo franco holandês estabelece um duplo objetivo: consolidar as 22 rotas portuguesas já existentes nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, num ano em que os planos de aumento de capacidade não irão além dos 5%. Esta temporada, o país contará com mais de 290 voos semanais da Air France-KLM.

Questionado sobre a utilização que o grupo poderá fazer do futuro aeroporto complementar do Montijo, cuja data de abertura é apontada para 2022, é prudente. Não se pronuncia neste momento, mas diz estar atento e deixa o recado: “Estamos a acompanhar a situação e disponíveis para adaptar-nos, de acordo com as decisões da autoridade aeroportuária, mas faremos de tudo para continuar a operar em Lisboa”.

Custo do combustível trava subida das receitas
Mas, uma coisa é certa: a aposta em Portugal continuará firme. “É um mercado-chave para o grupo”, refere o representante da companhia aérea em Portugal e Espanha, que destaca o mix de tráfego de lazer e negócios de e para o destino.

“Nos últimos três, quatro anos, Portugal beneficiou do clima de incerteza em destinos como a Turquia, Egito e Tunísia, mas a reputação do país já era positiva e agora está melhor ainda. Não notámos nenhuma mudança no tráfego”, assegurou ainda. Darceaux confia que, apesar das alterações nos fluxos turísticos, “existirão sempre novos visitantes a querer descobrir Portugal”.

Nas rotas portuguesas da Air France-KLM, os franceses e lusos continuam a ser os principais clientes, mas os chineses já geram uma importante fatia das vendas, seguidos dos suíços e noruegueses, que estão em franco crescimento. A maioria procura Lisboa ou o Algarve, mas realça: “O Porto está extremamente na moda para os franceses e há quem diga que é a nova Lisboa”.

Confrontado com o possível impacto dos custos com combustível, não precisa valores, mas diz que é o que mais pesa na fatura e penaliza o negócio da aviação. “Estamos a falar de milhões de euros, senão mesmo mil milhões”, contabiliza o gestor.

Acontecimentos que marcaram 2018
O ano fica marcado pela demissão do ex-presidente da companhia aérea Air France-KLM, Jean-Marc Janaillac, em maio, devido à rejeição por parte dos trabalhadores de uma proposta de aumentos salariais para acabar com as greves na empresa.

Em meados de julho, a companhia aérea anunciou que o sucessor de Janaillac iria ser nomeado até ao final do mês de setembro. Apesar das críticas dos sindicatos da transportadora aérea, que defendem que o cargo não deveria ter sido ocupado por um estrangeiro, o canadense Benjamin Smith foi escolhido para liderar a empresa.

O grupo Air France-KLM dispõe, atualmente, de uma rede que inclui 314 destinos em 116 países através das marcas Air France, KLM Royal Dutch Airlines, Joon, Transavia e Hop! Air France. Com uma frota de 537 aviões, a Air France-KLM opera até 2300 voos por dia, principalmente a partir dos seus hubs em Paris-Charles de Gaulle e Amesterdão-Schiphol, onde 60% dos passageiros fazem voos de ligação.

*Notícia atualizada às 17:10

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