Turismo

Airbnb: Aluguer de quartos não deve contar para determinar áreas de contenção

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Airbnb lembra que nem todos os proprietários de um alojamento local o utilizam num modelo de 'investidor', havendo quartos em casas próprias

Os quartos colocados para arrendamento de curta duração fazem parte de unidades de alojamento principais e, como tal, “não há substituição de população nem um problema de ausência de autenticidade”. Desta forma, entende o Airbnb, este tipo de alojamento para turistas não deve contar para a determinação das áreas de contenção que limitam o número de alojamentos locais em determinadas áreas de Lisboa.

“A Airbnb apresentou alegações à regulação proposta pela Câmara Municipal, uma vez que as novas regras propostas para as áreas de contenção não distinguem adequadamente os profissionais de quem partilha casa (quartos), prejudicando as famílias locais”, adianta a plataforma, numa nota enviada esta terça-feira às redações, que explica que a falta de diferenciação feita pela proposta autárquica de Lisboa coloca, todos os que registaram um imóvel como unidade de Alojamento Local nas mesmas modalidades de um investidor, não sendo as situações todas iguais.

“A plataforma Airbnb vai continuar a trabalhar com os governantes em regras de senso comum que beneficiem todos”, acrescenta a empresa digital, assumindo que o arrendamento a turistas tem dado uma receita adicional aos portugueses e contribuído para uma reabilitação dos centros históricos.

A empresa deixa ainda uma nota sobre as taxas recolhidas pelos alojamentos que anuncia: Porto e Lisboa receberam mais de 16,8 milhões de euros em taxa turística desde 2016 só pelo Airbnb. À Câmara Municipal de Lisboa foram entregues mais de 13 milhões de euros : 1,7 milhões em 2016, 3,8 milhões em 2017; 4,5 milhões em 2018 e 3 milhões no primeiro trimestre de 2019. Na Invicta, a plataforma Airbnb recolheu quase 3,8 milhões de euros em taxa turística desde maio de 2018, o que corresponde a 2,5 milhões em 2018 e outros 1,2 milhões no primeiro trimestre de 2019.

O projeto de Regulamento Municipal do Alojamento Local tem estado em consulta pública durante os últimos 30 dias úteis, período que termina esta terça-feira, 2 de julho.

 

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