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Airbnb: “Estamos a tornar-nos numa plataforma para as famílias”

REUTERS/Yuya Shino/File Photo
REUTERS/Yuya Shino/File Photo

Diretor-geral da Airbnb no mercado ibérico diz ainda não perceber o propósito da proposta governamental que obriga os proprietários dos apartamentos a terem autorizações dos condomínios para os poderem listar em plataformas online.

A plataforma de homesharing (partilha de casa) mais famosa do mundo nasceu há 10 anos e “as coisas em Portugal estão a funcionar muito bem”. Quem o diz é Arnaldo Muñoz, diretor-geral da Airbnb no mercado ibérico.

Em entrevista ao Público, o responsável adianta que a taxa de crescimento em Portugal “foi de 28%”, muito graças às condições criadas pelo país e por quem o governa, que têm permitido um crescimento contínuo. “Quando percebemos que a economia da partilha, no caso em concreto o homesharing, não só é compreendido como é regulado, quando há garantias jurídicas para os anfitriões, o resultado é ter estas taxas de crescimento”, afirma.

Questionado sobre a proposta governamental que está a ser discutida e que prevê a necessidade de uma autorização do condomínio para que os donos dos apartamentos os possam listar em plataformas como a Airbnb, Arnaldo Nuñoz aplaude a vontade de “resolver possíveis problemas”, mas diz não perceber “que problema resolve”.

Sobre o tema da fiscalização, e se a Airbnb é ou não concorrente desleal dos hotéis, o gestor não vê as coisas dessa maneira e explica porquê: “Se assim fosse, eles [hotéis] estariam com as receitas a baixar, tanto ao nível das taxas de ocupação como no rendimento por quarto. E isso não acontece. (…) Uma coisa é a economia de particulares e outra é a economia de profissionais. Cada uma delas tem regras fiscais diferentes e obrigações para cumprir. A economia dos particulares, por exemplo, não suporta o IVA, e a dos profissionais sim. Não tem nenhum sentido que quando estás numa casa arrendada não pagues IVA, mas se estás a alugá-la três ou quatro dias tenhas de o fazer”.

 

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