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Airbnb pode perder mais de 400 milhões em reservas em Londres

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Segundo o Financial Times a plataforma está a ser penalizada pela regra que impede reservas mais prolongadas do que 90 dias.

A Airbnb poderá perder mais de 400 milhões de dólares de reservas em Londres este ano com o cumprimento da nova legislação, que impõe um limite de 90 noites de aluguer, segundo os dados divulgados pelo Financial Times e que mostram o impacto de uma regulação cada vez mais apertada na plataforma de reservas.

As regras regulatórias mais apertadas surgiram depois de conclusões que mostram que cerca de um terço da poupança que a Airbnb oferece está relacionada com isenções fiscais vantajosas previstas no modelo de negócio.

Os benefícios fiscais da Airbnb são particularmente pronunciados me Londres, uma vez que o Reino Unido impõe taxas elevadas sobre o imobiliário e um imposto extra sobre noites nos hotéis mas permite generosas isenções fiscais para quem aluga quartos e para pequenos negócios.

As autoridades de muitas cidades queixaram-se de que a popularidade da plataforma tenha reduzido a oferta de aluguer de longo prazo, desequilibrando o mercado imobiliário – como tem sido referido que acontece em Lisboa.

Em Londres, cerca de metade das reservas da Airbnb em 2016 podem estar comprometidas pelo limite de 90 dias, segundo dados recolhidos pela consultora AllTheRooms. Isto significa que as reservas da Airbnb poderiam ser um terço mais baixas do que seriam sem este limite. Enquanto alguns clientes vão apenas mudar de quarto de Airbnb a maior parte decidirá mudar de plataforma.

Este ano a Airbnb vai bloquear em Londres os alugueres de casas completas por mais de 90 dias, o que já era tecnicamente ilegal mas não estava a ser aplicado.

 

A AllTheRooms estima que as reservas das Airbnb em Londres devem aumentar cerca de 600 milhões de dólares em 2016, para 2,4 mil milhões de dólares em 2017. Contudo, à medida que as regras vão apertando as reservas do próximo ano rondarão os 812 milhões de dólares, segundo a estimativa.

A Airbnb cobra uma taxa de serviço de cerca de 13% por cada reserva. Pelas contas as receitas do próximo ano podem ser mais de 100 milhões de dólares. A Airbnb questiona as conclusões do estudo, dizendo que há cada vez mais viajantes a escolher a plataforma.

 

 

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