Airbus, Rolls-Royce e Siemens preparam primeiro avião híbrido

Multinacionais juntaram-se para pôr no ar aviões amigos do ambiente. Se correr bem, o salto poderá definir o futuro da aviação

Airbus, Rolls-Royce e Siemens querem ser as primeiras a pôr no ar um avião híbrido. A parceria já arrancou e o plano passa por ter tudo pronto até 2020, altura em que o novo avião deverá ser testado. A cumprir-se este prazo, a fabricante europeia passa a perna à concorrente americana, Boeing, que também tem planos para a aviação híbrida - mas só para 2022.

O protótipo da aeronave que agora começaram a desenhar chama-se E-Fan X e envolve a articulação de três motores a jato com um motor elétrico de potência de 2 megawatts.

A energia de propulsão elétrica será obtida a partir de um gerador que funcionará com uma turbina instalada na fuselagem. Para a descolagem e a aterragem haverá ainda baterias de lítio com 700 quilowatts de potência.

 

"O E-Fan X é um passo importante para que o avião elétrico se torne uma realidade. E abrirá caminho para que esta tecnologia venha a ser usada na aviação comercial de uma forma segura, eficiente e económica", diz Paul Eremenko, diretor de tecnologia da Airbus.

A fabricante europeia de aviões acredita que propulsão híbrida-elétrica será a tecnologia que definirá o futuro da aviação. A sua função será integrar os motores na aeronave, enquanto a Rolls-Royce será responsável pelo desenvolvimento do motor elétrico de dois megawatts. Por sua vez, a Siemens será a fornecedora da tecnologia.

A Airbus e a Siemens já estiveram juntas na criação do E-Aircraft Systems House uma tecnologia para motores elétricos.

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