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Aldi assume compromissos com sindicato, que desconvoca protestos

ALDI. D.R.
ALDI. D.R.

Estavam agendados protestos para segunda-feira em várias loja da cadeia. O acordo com o Ministério do trabalho levou a que estes fossem desconvocados.

A empresa de distribuição Aldi assumiu hoje vários compromissos, no Ministério do Trabalho, que levaram o sindicato do setor a desconvocar ações de protesto marcadas para segunda-feira, incluindo uma greve, no Montijo, Mem Martins e Portimão, informou fonte sindical.

Isabel Camarinha, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) disse à agência Lusa que, na reunião para prevenção de conflitos realizada no Ministério do Trabalho, a empresa assumiu compromissos com o CESP relativamente ao exercício da atividade sindical nos locais de trabalho, ao reconhecimento das delegadas sindicais eleitas e ao cumprimento do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) e da Lei.

Segundo a sindicalista, era difícil a entrada de dirigentes do CESP nos supermercados e armazéns Aldi e a empresa não reconhecia legitimidade a duas delegadas sindicais deste sindicato.

Isabel Camarinha disse ainda que a empresa tem violado vários pontos do CCT, nomeadamente o relativo ao pagamento do trabalho suplementar e em feriados e domingos.

No encontro mediado pelo Ministério do Trabalho, solicitado pelo CESP, a empresa assumiu o compromisso de averiguar algumas das matérias apresentadas pelo sindicato, alegando desconhecimento delas, e prometeu o reconhecimento das delegadas sindicais e o acesso dos sindicalistas aos locais de trabalho para contactos com os trabalhadores.

Foi ainda assumida a disponibilidade de responsáveis da empresa para passar a ter reuniões regulares com o sindicato.

“Face a estes compromissos, o CESP desconvocou as ações agendadas para o dia 12 de fevereiro, no entreposto do Montijo e nas lojas de Mem Martins e Portimão”, disse Isabel Camarinha.

A greve dos trabalhadores da Aldi, marcada para o mesmo dia, também ficou sem efeito, mas o sindicato não levantou o respetivo pré-aviso para proteger algum trabalhador que não compareça ao trabalho por desconhecimento da alteração.

Ficou marcada nova reunião entre o Cesp e a Aldi, no Ministério do Trabalho, para 09 de março, data em que a empresa deverá dar resposta às questões que ficaram pendentes.

Os trabalhadores do setor da distribuição têm em curso uma quinzena de luta, que termina dia 15, em defesa de aumentos salariais e reposição de direitos.

No âmbito do protesto já se manifestaram junto ao Ministério do Trabalho e junto a vários supermercados, em vários pontos do país.

O CESP e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) não têm conseguido entender-se quanto à revisão do Contrato Coletivo de Trabalho do setor, o que levou à realização de uma greve entre 22 e 24 de dezembro nos principais hipermercados e supermercados.

O CESP reivindica o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a progressão automática dos operadores de armazém até ao nível de especializado e contesta a redução do valor pago pelo trabalho suplementar prestado e a redução do valor pago pelo trabalho em dia feriado.

Segundo o sindicato, cerca de 40% dos trabalhadores deste setor recebe salários abaixo dos 600 euros e 80% recebe salários abaixo dos 640 euros.

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